Publicação
Exercício físico pré-mórbido e declínio da função respiratória em Esclerose Lateral Amiotrófica
| Resumo: | Introdução: A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa rapidamente progressiva conduzindo à morte (por falência respiratória) em cerca de 2 a 5 anos após os primeiros sintomas, que afeta tanto o sistema motor (causando paresia, fadiga e atrofia muscular), como o sistema extramotor (por exemplo, defeito cognitivo), tendo subjacente múltiplos mecanismos fisiopatológicos e diferentes fenótipos clínicos. Apesar da sua etiologia ser ainda, em parte, desconhecida, vários estudos têm suportado uma relação entre a prática de exercício físico intenso e o risco da doença, em particular em doentes mais jovens, provavelmente por interação com predisposição genética. Objetivo: O objetivo primário é investigar a relação entre a prática de exercício físico intenso, pré-mórbido, e o declínio respiratório na ELA. Metodologia: Efetuou-se um estudo retrosprospetivo, utilizando dados colhidos de forma padronizada numa coorte de 307 doentes com diagnóstico de ELA, acompanhados no CHULN, do sexo masculino e maiores de 18 anos. Realizou-se uma análise preliminar comparativa entre os grupos com e sem história de exercício físico intenso. Posteriormente, a relação entre o exercício intenso e a redução da Capacidade Vital Forçada (CVF) e de outros testes respiratórios foi explorada com um modelo de regressão múltipla, tendo como outras variáveis independentes a idade, a região de início de sintomas e o declínio do ALSFRS-R. Resultados: O presente estudo permitiu tirar três conclusões: a prática de exercício físico intenso não é preditor do declínio da CVF ou de outros testes respiratórios; confirmou a relação entre a idade de início dos primeiros sintomas e a prática de exercício físico intenso; e a idade de início dos primeiros sintomas é preditora do declínio da CVF, sendo que, quanto mais tarde surgirem os primeiros sintomas, maior o declínio da CVF. |
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| Autores principais: | Costa, Carla Filipa Freitas da |
| Assunto: | Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) Capacidade vital forçada Exercício físico Função respiratória Neurologia |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa rapidamente progressiva conduzindo à morte (por falência respiratória) em cerca de 2 a 5 anos após os primeiros sintomas, que afeta tanto o sistema motor (causando paresia, fadiga e atrofia muscular), como o sistema extramotor (por exemplo, defeito cognitivo), tendo subjacente múltiplos mecanismos fisiopatológicos e diferentes fenótipos clínicos. Apesar da sua etiologia ser ainda, em parte, desconhecida, vários estudos têm suportado uma relação entre a prática de exercício físico intenso e o risco da doença, em particular em doentes mais jovens, provavelmente por interação com predisposição genética. Objetivo: O objetivo primário é investigar a relação entre a prática de exercício físico intenso, pré-mórbido, e o declínio respiratório na ELA. Metodologia: Efetuou-se um estudo retrosprospetivo, utilizando dados colhidos de forma padronizada numa coorte de 307 doentes com diagnóstico de ELA, acompanhados no CHULN, do sexo masculino e maiores de 18 anos. Realizou-se uma análise preliminar comparativa entre os grupos com e sem história de exercício físico intenso. Posteriormente, a relação entre o exercício intenso e a redução da Capacidade Vital Forçada (CVF) e de outros testes respiratórios foi explorada com um modelo de regressão múltipla, tendo como outras variáveis independentes a idade, a região de início de sintomas e o declínio do ALSFRS-R. Resultados: O presente estudo permitiu tirar três conclusões: a prática de exercício físico intenso não é preditor do declínio da CVF ou de outros testes respiratórios; confirmou a relação entre a idade de início dos primeiros sintomas e a prática de exercício físico intenso; e a idade de início dos primeiros sintomas é preditora do declínio da CVF, sendo que, quanto mais tarde surgirem os primeiros sintomas, maior o declínio da CVF. |
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