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Imunidade de funcionários do estado à jurisdição penal estrangeira : a decisão da corte superior alemã

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Resumo:Essa pesquisa pretende abordar o tema da imunidade de jurisdição penal pertencente a funcionários estatais e como ela é aplicada na prática jurisprudencial de diversos países, principalmente na Alemanha. Para isso, inicialmente é preciso diferenciar os tipos de imunidade, sejam ratione personae, ou ratione materiae, bem como a importância das normas jus cogens no contexto jurídico internacional. O Trabalho da Comissão de Direito Internacional vem, desde 2007, discutindo a questão das imunidades com relação à sua aplicação em tribunais estrangeiros, incluindo o controverso tema de que se ela deve ser excluída em casos de violações de normas de direito internacional e se essa regra faz parte do direito internacional consuetudinário. Para entender os julgamentos de funcionários do Estado, é necessária uma compreensão sobre como funciona na prática a jurisdição universal, e as dificuldades que ela enfrenta. Essas dificuldades são exemplificadas em casos nos Estados Unidos, Bélgica, e diversos outros países. Por último, é demonstrado uma jurisdição que obteve sucesso: a alemã. Com o julgamento de 2021 do BGH, foi afirmado pelo poder judiciário do país que funcionários do Estado não possuem imunidade quando cometem crimes sob o direito internacional, criando um precedente importantíssimo a ser seguido pelo mundo.
Autores principais:Lacerda, Társila Patricia Gomes de
Assunto:Imunidade dos Estados Direitos humanos Direito internacional Direito consuetudinário Teses de mestrado - 2025 State immunity Human rights International law Customary law
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Essa pesquisa pretende abordar o tema da imunidade de jurisdição penal pertencente a funcionários estatais e como ela é aplicada na prática jurisprudencial de diversos países, principalmente na Alemanha. Para isso, inicialmente é preciso diferenciar os tipos de imunidade, sejam ratione personae, ou ratione materiae, bem como a importância das normas jus cogens no contexto jurídico internacional. O Trabalho da Comissão de Direito Internacional vem, desde 2007, discutindo a questão das imunidades com relação à sua aplicação em tribunais estrangeiros, incluindo o controverso tema de que se ela deve ser excluída em casos de violações de normas de direito internacional e se essa regra faz parte do direito internacional consuetudinário. Para entender os julgamentos de funcionários do Estado, é necessária uma compreensão sobre como funciona na prática a jurisdição universal, e as dificuldades que ela enfrenta. Essas dificuldades são exemplificadas em casos nos Estados Unidos, Bélgica, e diversos outros países. Por último, é demonstrado uma jurisdição que obteve sucesso: a alemã. Com o julgamento de 2021 do BGH, foi afirmado pelo poder judiciário do país que funcionários do Estado não possuem imunidade quando cometem crimes sob o direito internacional, criando um precedente importantíssimo a ser seguido pelo mundo.