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Modelos de carteiras escolares propostos pela Direção-Geral de Instrução Pública de Portugal (1877): a referência da Exposição Universal de Viena

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No presente artigo admite-se que a cultura material constitui uma fonte essencial para conhecer o passado da escola. A essa luz, são analisados diversos modelos de carteiras escolares propostos pela Direção-Geral de Instrução Pública de Portugal, no ano de 1877. Uma das ideias defendidas é a de que a difusão dos mencionados modelos é legitimada na referência à experiência estrangeira, nomeadamente, a um modelo de carteira escolar (sistema de Kunze) apresentado na Exposição Universal de Viena de Áustria (1873). Sendo a carteira escolar um dos expoentes do processo de oficialização do aluno, aquilo que se observa, no contexto de acolhimento, é que é mínima a permeabilidade ao conhecimento veiculado (isto é, ao modelo exterior). Por outras palavras, a nível local, observa-se resistência à classificação e estandardização criadas pelas exposições universais; expressão, entre outras, de uma determinada realidade pedagógica.
Autores principais:Silva, Carlos Manique da
Assunto:Carteira escolar Cultura material Exposições universais Conhecimento pedagógico
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No presente artigo admite-se que a cultura material constitui uma fonte essencial para conhecer o passado da escola. A essa luz, são analisados diversos modelos de carteiras escolares propostos pela Direção-Geral de Instrução Pública de Portugal, no ano de 1877. Uma das ideias defendidas é a de que a difusão dos mencionados modelos é legitimada na referência à experiência estrangeira, nomeadamente, a um modelo de carteira escolar (sistema de Kunze) apresentado na Exposição Universal de Viena de Áustria (1873). Sendo a carteira escolar um dos expoentes do processo de oficialização do aluno, aquilo que se observa, no contexto de acolhimento, é que é mínima a permeabilidade ao conhecimento veiculado (isto é, ao modelo exterior). Por outras palavras, a nível local, observa-se resistência à classificação e estandardização criadas pelas exposições universais; expressão, entre outras, de uma determinada realidade pedagógica.