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Dar laços em vez de nós : as auto-perceções das crianças sobredotadas acerca das suas competências socioemocionais

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Resumo:Embora muitos sejam os estudos desenvolvidos na área de sobredotação, estes têm‐se centrado essencialmente ao nível da caracterização da população sobredotada, do impacto das respostas educativas neste grupo e na avaliação, tendo‐se desbravado muito pouco terreno no que diz respeito ao desenvolvimento socioemocional das crianças sobredotadas. Sabendo que a Inteligência Emocional (IE), operacionalizada através das competências socioemocionais, desempenha um papel fulcral na forma como os indivíduos se adaptam ao seu quotidiano e constitui um bom preditor de sucesso no contexto interpessoal e profissional, pretendeu‐se, com este estudo, (1) avaliar as diferenças existentes ao nível da auto‐percepção das competências socioemocionais nas crianças sobredotadas e não sobredotadas, procurando (2) perceber se os perfis de IE das crianças sobredotadas são tendencialmente heterogéneos e analisar estas discrepâncias, bem como proceder à tradução e adaptação de um instrumento de avaliação da IE para crianças. Par a medição do construto de IE e da auto‐percepção das competências socioemocionais a ele associadas, recorreu‐se ao Trait Emotional Intelligence Questionnarie – Child Form (TEIQue‐CF). Os dados foram tratados em termos estatísticos e também qualitativos através da análise de conteúdo baseada numa entrevista semi‐estruturada com base nos instrumentos. Participaram 8 crianças sobredotadas e 21 crianças sem diagnóstico de sobredotação com as mesmas idades. As crianças sobredotadas revelaram apresentar diferenças significativas entre as suas autopercepções das competências socioemocionais quando comparadas com as crianças não sobredotadas, tendo registado resultados mais elevados nas facetas de Expressão das Emoções, da Auto‐motivação e da Não Impulsividade, e resultados mais baixos em todas as outras facetas e também no Traço Global de Inteligência Emocional. Deste modo, os resultados salientam a tendência para a presença de valores mais altos ou mais baixos nos sobredotados. Os resultados são discutidos com base na literatura, sendo referidas as limitações do estudo e deixadas sugestões para futuras investigações.
Autores principais:Branco, Liliana Freitas
Assunto:Crianças sobredotadas Inteligência emocional Competências sociais Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Embora muitos sejam os estudos desenvolvidos na área de sobredotação, estes têm‐se centrado essencialmente ao nível da caracterização da população sobredotada, do impacto das respostas educativas neste grupo e na avaliação, tendo‐se desbravado muito pouco terreno no que diz respeito ao desenvolvimento socioemocional das crianças sobredotadas. Sabendo que a Inteligência Emocional (IE), operacionalizada através das competências socioemocionais, desempenha um papel fulcral na forma como os indivíduos se adaptam ao seu quotidiano e constitui um bom preditor de sucesso no contexto interpessoal e profissional, pretendeu‐se, com este estudo, (1) avaliar as diferenças existentes ao nível da auto‐percepção das competências socioemocionais nas crianças sobredotadas e não sobredotadas, procurando (2) perceber se os perfis de IE das crianças sobredotadas são tendencialmente heterogéneos e analisar estas discrepâncias, bem como proceder à tradução e adaptação de um instrumento de avaliação da IE para crianças. Par a medição do construto de IE e da auto‐percepção das competências socioemocionais a ele associadas, recorreu‐se ao Trait Emotional Intelligence Questionnarie – Child Form (TEIQue‐CF). Os dados foram tratados em termos estatísticos e também qualitativos através da análise de conteúdo baseada numa entrevista semi‐estruturada com base nos instrumentos. Participaram 8 crianças sobredotadas e 21 crianças sem diagnóstico de sobredotação com as mesmas idades. As crianças sobredotadas revelaram apresentar diferenças significativas entre as suas autopercepções das competências socioemocionais quando comparadas com as crianças não sobredotadas, tendo registado resultados mais elevados nas facetas de Expressão das Emoções, da Auto‐motivação e da Não Impulsividade, e resultados mais baixos em todas as outras facetas e também no Traço Global de Inteligência Emocional. Deste modo, os resultados salientam a tendência para a presença de valores mais altos ou mais baixos nos sobredotados. Os resultados são discutidos com base na literatura, sendo referidas as limitações do estudo e deixadas sugestões para futuras investigações.