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A proteção legal do artesanato como modo de Preservação da identidade dum povo: a renda de Bilros

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo visa analisar o quadro de proteção jurídica que se tem vindo a criar, de modo a tentar preservar e incentivar as comunidades regionais que desenvolvem trabalhos manuais ligados a artesanato. Muitos artefactos, como sejam peças de cerâmica ou rendas feitas à mão são manifestação cultural de tradições de certas zonas do país, com particularidades não suscetíveis de ser replicadas noutra zona. A preservação desses modos de elaboração de peças que têm valor cultural têm sido alvo de iniciativas camarárias que promovem mostras de artesanato e promovem concursos, para estimular camadas mais jovens da população a iniciar tais dinâmicas, de modo a não se perder o saber fazer que pode “morrer” com as pessoas mais idosas. Ao longo do presente estudo, propomo-nos analisar o impacto imediato destas medidas, e o seu enquadramento, aplicando ao caso da “Renda de Bilros” típica de Peniche, zona do Oeste na orla marítima nacional. Para tal serão analisadas entrevistas aos agentes intervenientes, quer a nível camarário e bordadeiras de Peniche, para avaliar a dinâmica da arte que promovem, o impacto económico na região e a manutenção da identidade cultural da região.
Autores principais:Almeida, Paula Alexandra
Outros Autores:Marques, Célio Gonçalo; Silva, Cláudia; Dionísio, Marta
Assunto:Património cultural; Artesanato; Turismo.
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo visa analisar o quadro de proteção jurídica que se tem vindo a criar, de modo a tentar preservar e incentivar as comunidades regionais que desenvolvem trabalhos manuais ligados a artesanato. Muitos artefactos, como sejam peças de cerâmica ou rendas feitas à mão são manifestação cultural de tradições de certas zonas do país, com particularidades não suscetíveis de ser replicadas noutra zona. A preservação desses modos de elaboração de peças que têm valor cultural têm sido alvo de iniciativas camarárias que promovem mostras de artesanato e promovem concursos, para estimular camadas mais jovens da população a iniciar tais dinâmicas, de modo a não se perder o saber fazer que pode “morrer” com as pessoas mais idosas. Ao longo do presente estudo, propomo-nos analisar o impacto imediato destas medidas, e o seu enquadramento, aplicando ao caso da “Renda de Bilros” típica de Peniche, zona do Oeste na orla marítima nacional. Para tal serão analisadas entrevistas aos agentes intervenientes, quer a nível camarário e bordadeiras de Peniche, para avaliar a dinâmica da arte que promovem, o impacto económico na região e a manutenção da identidade cultural da região.