Publicação
Denis Diderot: uma estética do corpo musical
| Resumo: | A presente dissertação tem como finalidade apresentar o feixe de correlações que Denis Diderot encontra entre a natureza, o homem e o cosmos estético. O fundamento desta indissociabilidade está na afirmação de uma sensibilidade transversal que recai, primeiramente, sobre o plano atómico-molecular e que se expande até ao plano humano. É esta capacidade de sentir que se torna responsável pela estrutura musical comum, religadora de todos os seres animados. Capacidade de sentir que se resolve na dialéctica entre a acção de tocar e a reacção de se ser tocado. Contudo, a sensibilidade universal diderotiana adquire várias formas, consoante os seres vivos em que se concretiza. Tendo em consideração esta verdade, sentimos a necessidade de ramificar o nosso estudo em três partes distintas. A primeira parte esclarece o funcionamento musical da natureza que, dificilmente, se deixa aprisionar por uma biografia estática e definitiva, pelo seu infindável e fecundo gesto criador de formas vitais transitórias. A segunda parte revela a especificidade da sensibilidade humana que se reconhece com qualidades renovadas como a consciência e a memória ressonantes. A terceira parte transporta-nos para o cosmos estético que presentifica a indissociabilidade anunciada, na medida em que todos os seus mecanismos intrínsecos só se poderão compreender, tendo como sustentáculo fundante, da sua criação imitativa, a natureza e, por vezes, a sociedade em que o homem-artista se enraiza. Natureza e/ou cena social que tocam o corpo musical humano pelo gosto ou pelo desgosto vibrante que, em si mesmo, provocam. A obra de arte representa, pois, esta relação musicada do humano tocado, que toca, com o objectum tocante. Desta forma, pensamos edificar solidamente, através de uma engenharia conceptual e argumentativa razoável, a nossa tese em defesa de uma Estética Diderotiana do Corpo Musical. |
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| Autores principais: | Ferreira, Maria Manuela Morais da Cruz |
| Assunto: | Diderot, Denis, 1713-1784 - Crítica e interpretação Filosofia - França - séc.18 Estética Corpo (Filosofia) |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente dissertação tem como finalidade apresentar o feixe de correlações que Denis Diderot encontra entre a natureza, o homem e o cosmos estético. O fundamento desta indissociabilidade está na afirmação de uma sensibilidade transversal que recai, primeiramente, sobre o plano atómico-molecular e que se expande até ao plano humano. É esta capacidade de sentir que se torna responsável pela estrutura musical comum, religadora de todos os seres animados. Capacidade de sentir que se resolve na dialéctica entre a acção de tocar e a reacção de se ser tocado. Contudo, a sensibilidade universal diderotiana adquire várias formas, consoante os seres vivos em que se concretiza. Tendo em consideração esta verdade, sentimos a necessidade de ramificar o nosso estudo em três partes distintas. A primeira parte esclarece o funcionamento musical da natureza que, dificilmente, se deixa aprisionar por uma biografia estática e definitiva, pelo seu infindável e fecundo gesto criador de formas vitais transitórias. A segunda parte revela a especificidade da sensibilidade humana que se reconhece com qualidades renovadas como a consciência e a memória ressonantes. A terceira parte transporta-nos para o cosmos estético que presentifica a indissociabilidade anunciada, na medida em que todos os seus mecanismos intrínsecos só se poderão compreender, tendo como sustentáculo fundante, da sua criação imitativa, a natureza e, por vezes, a sociedade em que o homem-artista se enraiza. Natureza e/ou cena social que tocam o corpo musical humano pelo gosto ou pelo desgosto vibrante que, em si mesmo, provocam. A obra de arte representa, pois, esta relação musicada do humano tocado, que toca, com o objectum tocante. Desta forma, pensamos edificar solidamente, através de uma engenharia conceptual e argumentativa razoável, a nossa tese em defesa de uma Estética Diderotiana do Corpo Musical. |
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