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Imunossupressão e toxicidade renal como efeitos adversos de quimioterapia metronómica no tratamento de neoplasias em pequenos animais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A imunossupressão e a toxicidade renal são possíveis efeitos adversos em quimioterapia metronómica. Embora, em medicina veterinária, a imunossupressão não seja um efeito adverso muito documentado, em medicina humana foram publicados vários estudos que comprovam a sua. Em relação à toxicidade renal, esta poderá ocorrer pelo facto de o protocolo de quimioterapia metronómica poder incluir a administração, a longo prazo, de um anti-inflamatório não esteroide. Assim, este estudo teve como objetivos perceber, num grupo de animais submetidos a quimioterapia metronómica, se estes tipos de efeitos secundários ocorrem e qual a frequência de ocorrência. Outro objetivo foi perceber se a linfopenia demonstrada pelos animais estaria relacionada com o protocolo terapêutico instituído. Por ser um estudo retrospetivo, os animais incluídos no estudo, dependendo das análises clínicas realizadas, foram incluídos num ou em ambos os grupos de estudo: grupo de estudo de imunossupressão e grupo de estudo de toxicidade renal. Nos animais incluídos no grupo de estudo da imunossupressão, apesar de não ter sido observada a ocorrência de neutropenia, ocorreu leucopenia em 12,5% dos animais e linfopenia em 56,25%. As leucopenias foram todas documentadas na espécie felina, no entanto, as linfopenias foram divididas pelas duas espécies aqui estudadas. Em relação à toxicidade renal, nos animais incluídos neste grupo, observou-se que os valores de creatinina se encontravam acima do limite superior do intervalo de referência, com um aumento de 4%. Por último, apesar de não ter sido possível relacionar estatisticamente o protocolo de quimioterapia metronómica utilizado com a ocorrência de linfopenias nos animais, colocou-se a hipótese de a ocorrência de linfopenia estar de algum modo relacionada com o facto de o animal apresentar doença renal crónica concomitante. Estes resultados sugerem que a quimioterapia metronómica pode apresentar algum grau de imunossupressão, demonstrado pelas alterações leucocitárias, e toxicidade renal como efeitos adversos. Permitem ainda abrir espaço para a realização de novo estudos relacionados com a imunossupressão como efeito adverso e com a possível relação deste efeito secundário com a doença renal e o protocolo de quimioterapia metronómica instaurado
Autores principais:Cardoso, Inês Mendes
Assunto:Quimioterapia metronómica Ciclofosfamida Imunossupressão Toxicidade renal AINEs Metronomic chemotherapy Cyclophosphamide Immunosuppression Renal toxicity NSAIDs
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A imunossupressão e a toxicidade renal são possíveis efeitos adversos em quimioterapia metronómica. Embora, em medicina veterinária, a imunossupressão não seja um efeito adverso muito documentado, em medicina humana foram publicados vários estudos que comprovam a sua. Em relação à toxicidade renal, esta poderá ocorrer pelo facto de o protocolo de quimioterapia metronómica poder incluir a administração, a longo prazo, de um anti-inflamatório não esteroide. Assim, este estudo teve como objetivos perceber, num grupo de animais submetidos a quimioterapia metronómica, se estes tipos de efeitos secundários ocorrem e qual a frequência de ocorrência. Outro objetivo foi perceber se a linfopenia demonstrada pelos animais estaria relacionada com o protocolo terapêutico instituído. Por ser um estudo retrospetivo, os animais incluídos no estudo, dependendo das análises clínicas realizadas, foram incluídos num ou em ambos os grupos de estudo: grupo de estudo de imunossupressão e grupo de estudo de toxicidade renal. Nos animais incluídos no grupo de estudo da imunossupressão, apesar de não ter sido observada a ocorrência de neutropenia, ocorreu leucopenia em 12,5% dos animais e linfopenia em 56,25%. As leucopenias foram todas documentadas na espécie felina, no entanto, as linfopenias foram divididas pelas duas espécies aqui estudadas. Em relação à toxicidade renal, nos animais incluídos neste grupo, observou-se que os valores de creatinina se encontravam acima do limite superior do intervalo de referência, com um aumento de 4%. Por último, apesar de não ter sido possível relacionar estatisticamente o protocolo de quimioterapia metronómica utilizado com a ocorrência de linfopenias nos animais, colocou-se a hipótese de a ocorrência de linfopenia estar de algum modo relacionada com o facto de o animal apresentar doença renal crónica concomitante. Estes resultados sugerem que a quimioterapia metronómica pode apresentar algum grau de imunossupressão, demonstrado pelas alterações leucocitárias, e toxicidade renal como efeitos adversos. Permitem ainda abrir espaço para a realização de novo estudos relacionados com a imunossupressão como efeito adverso e com a possível relação deste efeito secundário com a doença renal e o protocolo de quimioterapia metronómica instaurado