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Efeitos do tabaco aquecido na saúde oral

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O tabagismo é um fator de risco para diversas doenças sistémicas e orais. Recentemente, o tabaco aquecido ganhou popularidade como alternativa menos prejudicial aos cigarros convencionais, mas os seus efeitos na saúde oral ainda não estão totalmente esclarecidos. Objetivo: Investigar e comparar os efeitos do tabagismo convencional e do uso de tabaco aquecido nos parâmetros periodontais, na pigmentação dentária extrínseca e na perceção da saúde oral e geral dos indivíduos, em comparação com não fumadores, em adultos dos 18 aos 65 anos. Materiais e métodos: Este estudo piloto observacional transversal incluiu 32 participantes divididos em três grupos: não fumadores (n=12), fumadores de cigarros convencionais (n=10) e utilizadores de tabaco aquecido (n=10). Analisou-se a profundidade de sondagem, margem gengival, nível de inserção clínico, envolvimento de furca, mobilidade dentária, índice de hemorragia, índice de placa bacteriana e índice de pigmentação dentária. Um questionário avaliou a perceção dos participantes sobre sua saúde oral e geral. Resultados: A profundidade de sondagem foi significativamente maior nos fumadores convencionais em comparação com os não fumadores (p<0,001), mas sem diferença estatisticamente significativa entre fumadores convencionais e utilizadores de tabaco aquecido. O índice de pigmentação dentária foi mais elevado nos fumadores convencionais do que nos não fumadores (p=0,001), e sem diferença estatisticamente significativa em relação aos utilizadores de tabaco aquecido. O índice de placa bacteriana foi maior e estatisticamente significativo nos fumadores convencionais em comparação com os não fumadores (p<0,001), mas não diferiu significativamente entre fumadores convencionais e utilizadores de tabaco aquecido. Não foram encontradas diferenças significativas na perceção de saúde oral e geral entre os grupos. Conclusão: Fumadores de cigarros convencionais têm maior profundidade de sondagem, mais pigmentação dentária e mais placa bacteriana do que os não fumadores. Não houve diferenças significativas entre os fumadores convencionais e os utilizadores de tabaco aquecido nestes parâmetros. Além disso, a perceção de saúde oral e geral foi semelhante entre todos os grupos.
Autores principais:Ferreira, Daniela Maria da Silva
Assunto:Teses de mestrado - 2024 Saúde Oral
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O tabagismo é um fator de risco para diversas doenças sistémicas e orais. Recentemente, o tabaco aquecido ganhou popularidade como alternativa menos prejudicial aos cigarros convencionais, mas os seus efeitos na saúde oral ainda não estão totalmente esclarecidos. Objetivo: Investigar e comparar os efeitos do tabagismo convencional e do uso de tabaco aquecido nos parâmetros periodontais, na pigmentação dentária extrínseca e na perceção da saúde oral e geral dos indivíduos, em comparação com não fumadores, em adultos dos 18 aos 65 anos. Materiais e métodos: Este estudo piloto observacional transversal incluiu 32 participantes divididos em três grupos: não fumadores (n=12), fumadores de cigarros convencionais (n=10) e utilizadores de tabaco aquecido (n=10). Analisou-se a profundidade de sondagem, margem gengival, nível de inserção clínico, envolvimento de furca, mobilidade dentária, índice de hemorragia, índice de placa bacteriana e índice de pigmentação dentária. Um questionário avaliou a perceção dos participantes sobre sua saúde oral e geral. Resultados: A profundidade de sondagem foi significativamente maior nos fumadores convencionais em comparação com os não fumadores (p<0,001), mas sem diferença estatisticamente significativa entre fumadores convencionais e utilizadores de tabaco aquecido. O índice de pigmentação dentária foi mais elevado nos fumadores convencionais do que nos não fumadores (p=0,001), e sem diferença estatisticamente significativa em relação aos utilizadores de tabaco aquecido. O índice de placa bacteriana foi maior e estatisticamente significativo nos fumadores convencionais em comparação com os não fumadores (p<0,001), mas não diferiu significativamente entre fumadores convencionais e utilizadores de tabaco aquecido. Não foram encontradas diferenças significativas na perceção de saúde oral e geral entre os grupos. Conclusão: Fumadores de cigarros convencionais têm maior profundidade de sondagem, mais pigmentação dentária e mais placa bacteriana do que os não fumadores. Não houve diferenças significativas entre os fumadores convencionais e os utilizadores de tabaco aquecido nestes parâmetros. Além disso, a perceção de saúde oral e geral foi semelhante entre todos os grupos.