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Representações da língua portuguesa por falantes de língua chinesa

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Resumo:Atualmente as abordagens usadas no processo de ensino/aprendizagem de uma Língua Estrangeira centram-se no aprendente. Este tem de estar preparado para interagir nos mais variados ambientes e circunstâncias e é, na sequência daquilo que o move para e dentro da aprendizagem, que o ensino/aprendizagem de uma LE se processa. Dessa forma é importante termos em atenção quais as motivações do aprendente quando se propõe a aprender uma língua, assim como as representações que tem dessa mesma língua. Estas motivações e representações surgem na sequência da globalização mundial em que vivemos e a mobilidade constante dos humanos, o que possibilita ao indivíduo ter uma visão clara da importância das línguas (social, económica, política…) fazendo com que este construa a sua opinião acerca das mesmas e contribuindo para que se opte por estudar determinada língua. Desta feita, questionamo-nos acerca das motivações e representação da Língua Portuguesa que leva o público aprendente chinês a procurar aprender esta língua. As páginas que se seguem são uma reflexão acerca das representações da Língua Portuguesa por parte de um aprendente de língua chinesa. Após uma análise cronológica do ensino/aprendizagem do português em território chinês, interessa-nos compreender de que forma o ensino/aprendizagem se processa em contexto de não imersão linguística, ou seja, em Macau, em comparação ao ensino aprendizagem em contexto de imersão linguística. Para o efeito foram aplicados inquéritos por questionário no Instituto Politécnico de Macau - corpus composto por 111 informantes - e no Instituto de Língua e Cultura Portuguesa, sediado em Lisboa, - corpus composto com 97 informantes. Além da avaliação parcial do processo de ensino/aprendizagem, a análise principal foca-se no que representa a Língua Portuguesa para estes aprendentes, no porquê de eles a escolherem como língua de estudo, de que forma o processo de ensino/aprendizagem influencia a sua escolha e contribui para a progressão na aprendizagem. O contexto de aprendizagem pode modificar a imagem que têm da língua, assim como dos falantes nativos da mesma e dos motivos que os levam a querer aprende-la. Interessa-nos refletir sobre os resultados obtidos para que se possa traçar o perfil do publico-aprendente em contextos diferentes.
Autores principais:Mourato, Sara Filipa Torrão
Assunto:Língua portuguesa - Estudo e ensino - Falantes do chinês Motivação (Psicologia) Representações sociais Inquéritos linguísticos Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Atualmente as abordagens usadas no processo de ensino/aprendizagem de uma Língua Estrangeira centram-se no aprendente. Este tem de estar preparado para interagir nos mais variados ambientes e circunstâncias e é, na sequência daquilo que o move para e dentro da aprendizagem, que o ensino/aprendizagem de uma LE se processa. Dessa forma é importante termos em atenção quais as motivações do aprendente quando se propõe a aprender uma língua, assim como as representações que tem dessa mesma língua. Estas motivações e representações surgem na sequência da globalização mundial em que vivemos e a mobilidade constante dos humanos, o que possibilita ao indivíduo ter uma visão clara da importância das línguas (social, económica, política…) fazendo com que este construa a sua opinião acerca das mesmas e contribuindo para que se opte por estudar determinada língua. Desta feita, questionamo-nos acerca das motivações e representação da Língua Portuguesa que leva o público aprendente chinês a procurar aprender esta língua. As páginas que se seguem são uma reflexão acerca das representações da Língua Portuguesa por parte de um aprendente de língua chinesa. Após uma análise cronológica do ensino/aprendizagem do português em território chinês, interessa-nos compreender de que forma o ensino/aprendizagem se processa em contexto de não imersão linguística, ou seja, em Macau, em comparação ao ensino aprendizagem em contexto de imersão linguística. Para o efeito foram aplicados inquéritos por questionário no Instituto Politécnico de Macau - corpus composto por 111 informantes - e no Instituto de Língua e Cultura Portuguesa, sediado em Lisboa, - corpus composto com 97 informantes. Além da avaliação parcial do processo de ensino/aprendizagem, a análise principal foca-se no que representa a Língua Portuguesa para estes aprendentes, no porquê de eles a escolherem como língua de estudo, de que forma o processo de ensino/aprendizagem influencia a sua escolha e contribui para a progressão na aprendizagem. O contexto de aprendizagem pode modificar a imagem que têm da língua, assim como dos falantes nativos da mesma e dos motivos que os levam a querer aprende-la. Interessa-nos refletir sobre os resultados obtidos para que se possa traçar o perfil do publico-aprendente em contextos diferentes.