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Saúde e medicina no antigo Egipto: magia e ciência

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação pretende investigar práticas de saúde e medicina no antigo Egipto apresentando alguns exemplos de terapêuticas no tratamento de patologias em anexo, descrevendo práticas médicas, salientando a carga mágica neles inclusa, abarcando todos os períodos históricos sem distinção clara, de acordo com os registos disponíveis. É feita uma abordagem arqueológica, religiosa, linguística, por vezes, e essencialmente da vida quotidiana e social. Compõe este trabalho uma introdução sobre o estado da questão da investigação de padrões de patologia através de restos humanos mumificados no presente, bem como referências ao estudo da iconografia artística do antigo Egipto e bibliografia específica existente, e também são informações divulgadas em conferências, e ainda o estudo de peças em museus e esclarecimentos através de contactos feitos em Portugal, no Egipto, nos EUA, em Reino Unido e mais países da Europa. Usa como fontes de informação as traduções de papiros médicos, notas deles tiradas, restos humanos mumificados e esqueletizados, iconografia em geral, amuletos e adornos pessoais. Contribuíram também para este estudo alguns registos de viajantes estrangeiros no Egipto em várias épocas. São mencionadas algumas plantas medicinais, das então utilizadas na confecção de algumas prescrições e prevenção de patologias e que utilizavam ingredientes de origem animal; alguns de origem humana, e minerais também. Menciona a profissão médica, alguns conhecimentos de anatomia humana muitas vezes iniciados pela observação dos animais, diferenciando o tratamento paliativo e cirúrgico da mumificação que em pouco teria a ver com a medicina/magia/religião a não ser ter fornecido informações sobre o corpo humano. A dicotomia magia e ciência tem por base a consciência de que, nesta sociedade uma não exclui a outra e ambas completam o ciclo que promove o bem-estar no antigo Egipto. Lista patologias conhecidas do antigo Egipto, cita alguns exemplos do receituário legado nos vários papiros e apresenta imagens relevantes para este estudo
Autores principais:Veiga, Paula Alexandra da Silva
Assunto:História antiga - Egipto História das ciências - Egipto - Antiguidade Práticas esotéricas - Egipto - Antiguidade
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta dissertação pretende investigar práticas de saúde e medicina no antigo Egipto apresentando alguns exemplos de terapêuticas no tratamento de patologias em anexo, descrevendo práticas médicas, salientando a carga mágica neles inclusa, abarcando todos os períodos históricos sem distinção clara, de acordo com os registos disponíveis. É feita uma abordagem arqueológica, religiosa, linguística, por vezes, e essencialmente da vida quotidiana e social. Compõe este trabalho uma introdução sobre o estado da questão da investigação de padrões de patologia através de restos humanos mumificados no presente, bem como referências ao estudo da iconografia artística do antigo Egipto e bibliografia específica existente, e também são informações divulgadas em conferências, e ainda o estudo de peças em museus e esclarecimentos através de contactos feitos em Portugal, no Egipto, nos EUA, em Reino Unido e mais países da Europa. Usa como fontes de informação as traduções de papiros médicos, notas deles tiradas, restos humanos mumificados e esqueletizados, iconografia em geral, amuletos e adornos pessoais. Contribuíram também para este estudo alguns registos de viajantes estrangeiros no Egipto em várias épocas. São mencionadas algumas plantas medicinais, das então utilizadas na confecção de algumas prescrições e prevenção de patologias e que utilizavam ingredientes de origem animal; alguns de origem humana, e minerais também. Menciona a profissão médica, alguns conhecimentos de anatomia humana muitas vezes iniciados pela observação dos animais, diferenciando o tratamento paliativo e cirúrgico da mumificação que em pouco teria a ver com a medicina/magia/religião a não ser ter fornecido informações sobre o corpo humano. A dicotomia magia e ciência tem por base a consciência de que, nesta sociedade uma não exclui a outra e ambas completam o ciclo que promove o bem-estar no antigo Egipto. Lista patologias conhecidas do antigo Egipto, cita alguns exemplos do receituário legado nos vários papiros e apresenta imagens relevantes para este estudo