Publicação
Locus de controlo de saúde e comportamentos dos adolescentes : um estudo exploratório
| Resumo: | O presente estudo tem como objectivo geral, contribuir para a clarificação da relação existente entre o locus de controlo de saúde e os seguintes comportamentos: comportamentos sexuais, avaliados através da experiência sexual e a utilização de preservativo na última relação e o consumo de substâncias, avaliados através da experimentação de álcool e tabaco e do consumo excessivo de álcool. Considera-se, assim, importante a reflexão sobre alguns conceitos como o de saúde do adolescente, os factores associados ao risco para a saúde e os factores de protecção e manutenção da saúde, que serão abordados no primeiro capítulo e que permitirão a compreensão, a análise e a discussão dos resultados. O conceito central deste estudo, o constructo locus de controlo, será apresentado no segundo capítulo - da origem à sua definição, passando pela análise dos modelos teóricos explicativos, bem como dos principais estudos empíricos, ilustrativos da vasta investigação desenvolvida neste campo de estudo. Ao fazê-lo, procuramos evidenciar o facto de muitas dúvidas ainda permanecerem acerca do conceito: 1. Será o locus de controlo um constructo unidimensional, como Rotter defendia, ou multidimensional? Segundo Prociuk e Breen (1974, in Ribeiro, 2000), a falta de clareza sobre a dimensionalidade deste conceito, sobretudo no que se refere à diferenciação da dimensão externa em duas subdimensões (crença na sorte, acaso ou destino versus crença no poder dos outros), tem vindo a suscitar inconsistência de resultados em muitas investigações. 2. Uma outra questão prende-se com o facto de saber se o locus de controlo constitui uma expectativa generalizada ou específica. Rotter considera-o fundamentalmente como uma expectativa geral, não excluindo, no entanto, as expectativas específicas, quando considera que é a partir destas que se adquirem as expectativas gerais. Outros autores, nomeadamente Wallston (1978), considera que se deve ter em atenção a situação específica. 3. Também o valor preditivo do locus de controlo, para a saúde, tem sido alvo de alguma controvérsia e discussão apresentada por diversos autores (Dielman, et al., 1990; Wallston, 1992, in Ribeiro, 1994). Apesar de muitos estudos sugerirem vantagens da internalidade sobre a externalidade, promover a primeira em detrimento da segunda, é partir da hipótese que é melhor ser-se interno, o que nem sempre se verifica. Conforme sugere Phares (1978, in Ribeiro, 2000), uma forte internalidade pode, por exemplo, levar a fortes sentimentos de culpa, se o resultado não for o desejado. Também Strickland (1978, in Ribeiro, 1994) considera que em determinadas circunstâncias é mesmo mais adequado ser externo do que interno. No terceiro capítulo, procuramos clarificar as opções metodológicas, procedimentos adoptados na recolha de dados, instrumentos de avaliação utilizados e constituição da amostra. No quarto capítulo propomo-nos apresentar os resultados, através da análise dos dados, relativos à estatística descritiva e das relações existentes entre as variáveis sócio- demográficas (sexo e ano de escolaridade) e as variáveis de comportamento dos adolescentes: comportamentos sexuais e comportamentos de consumos de álcool e tabaco. Por último, ainda neste capítulo, procuramos clarificar a relação existente entre o locus de controlo de saúde, nas suas diversas dimensões (externalidade/sorte ou acaso; externalidade/outros poderosos e internalidade), com as variáveis sócio-demográficas e de comportamento dos adolescentes. No quinto capítulo, fazemos um resumo das principais conclusões sobre os comportamentos dos adolescentes e sobre a relação entre o locus de controlo de saúde e os comportamentos dos adolescentes, assim como algumas considerações finais, que justificam o recurso ao método da entrevista para melhor compreensão do estudo preliminar. Assim, a descrição do método da entrevista, seus objectivos, procedimentos de análise de conteúdo e discussão dos resultados fazem parte do sexto capítulo, ainda referente à metodologia utilizada. Por último, irão ser apresentadas as principais conclusões sobre o tema e as implicações do mesmo para a prática, assim como as principais limitações, méritos do estudo e serão, ainda, propostas pistas para investigações futuras. |
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| Autores principais: | Camilo, Marta Cristina Ramalho, 1965- |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2006 Adolescentes - saúde Escalas Locus de Controlo Stress Consumo de álcool |
| Ano: | 2006 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente estudo tem como objectivo geral, contribuir para a clarificação da relação existente entre o locus de controlo de saúde e os seguintes comportamentos: comportamentos sexuais, avaliados através da experiência sexual e a utilização de preservativo na última relação e o consumo de substâncias, avaliados através da experimentação de álcool e tabaco e do consumo excessivo de álcool. Considera-se, assim, importante a reflexão sobre alguns conceitos como o de saúde do adolescente, os factores associados ao risco para a saúde e os factores de protecção e manutenção da saúde, que serão abordados no primeiro capítulo e que permitirão a compreensão, a análise e a discussão dos resultados. O conceito central deste estudo, o constructo locus de controlo, será apresentado no segundo capítulo - da origem à sua definição, passando pela análise dos modelos teóricos explicativos, bem como dos principais estudos empíricos, ilustrativos da vasta investigação desenvolvida neste campo de estudo. Ao fazê-lo, procuramos evidenciar o facto de muitas dúvidas ainda permanecerem acerca do conceito: 1. Será o locus de controlo um constructo unidimensional, como Rotter defendia, ou multidimensional? Segundo Prociuk e Breen (1974, in Ribeiro, 2000), a falta de clareza sobre a dimensionalidade deste conceito, sobretudo no que se refere à diferenciação da dimensão externa em duas subdimensões (crença na sorte, acaso ou destino versus crença no poder dos outros), tem vindo a suscitar inconsistência de resultados em muitas investigações. 2. Uma outra questão prende-se com o facto de saber se o locus de controlo constitui uma expectativa generalizada ou específica. Rotter considera-o fundamentalmente como uma expectativa geral, não excluindo, no entanto, as expectativas específicas, quando considera que é a partir destas que se adquirem as expectativas gerais. Outros autores, nomeadamente Wallston (1978), considera que se deve ter em atenção a situação específica. 3. Também o valor preditivo do locus de controlo, para a saúde, tem sido alvo de alguma controvérsia e discussão apresentada por diversos autores (Dielman, et al., 1990; Wallston, 1992, in Ribeiro, 1994). Apesar de muitos estudos sugerirem vantagens da internalidade sobre a externalidade, promover a primeira em detrimento da segunda, é partir da hipótese que é melhor ser-se interno, o que nem sempre se verifica. Conforme sugere Phares (1978, in Ribeiro, 2000), uma forte internalidade pode, por exemplo, levar a fortes sentimentos de culpa, se o resultado não for o desejado. Também Strickland (1978, in Ribeiro, 1994) considera que em determinadas circunstâncias é mesmo mais adequado ser externo do que interno. No terceiro capítulo, procuramos clarificar as opções metodológicas, procedimentos adoptados na recolha de dados, instrumentos de avaliação utilizados e constituição da amostra. No quarto capítulo propomo-nos apresentar os resultados, através da análise dos dados, relativos à estatística descritiva e das relações existentes entre as variáveis sócio- demográficas (sexo e ano de escolaridade) e as variáveis de comportamento dos adolescentes: comportamentos sexuais e comportamentos de consumos de álcool e tabaco. Por último, ainda neste capítulo, procuramos clarificar a relação existente entre o locus de controlo de saúde, nas suas diversas dimensões (externalidade/sorte ou acaso; externalidade/outros poderosos e internalidade), com as variáveis sócio-demográficas e de comportamento dos adolescentes. No quinto capítulo, fazemos um resumo das principais conclusões sobre os comportamentos dos adolescentes e sobre a relação entre o locus de controlo de saúde e os comportamentos dos adolescentes, assim como algumas considerações finais, que justificam o recurso ao método da entrevista para melhor compreensão do estudo preliminar. Assim, a descrição do método da entrevista, seus objectivos, procedimentos de análise de conteúdo e discussão dos resultados fazem parte do sexto capítulo, ainda referente à metodologia utilizada. Por último, irão ser apresentadas as principais conclusões sobre o tema e as implicações do mesmo para a prática, assim como as principais limitações, méritos do estudo e serão, ainda, propostas pistas para investigações futuras. |
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