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O corpo como Arquivo da Guerra Colonial. Investigação artística. Espectáculo Corpo Suspenso

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Com este trabalho de projecto, interessou-me pesquisar o corpo como arquivo da guerra colonial portuguesa (1961-1974) através da investigação artística, desenvolvida nos ensaios que deram origem ao espectáculo Corpo Suspenso, com estreia na Latoaria, Lisboa, a 30 de Abril de 2021. Neste sentido, num primeiro momento, propus-me investigar, a partir da história [de vida] do meu pai e da sua participação na guerra colonial, as marcas que terão ficado no seu corpo e a forma como estas se anunciam no presente, a relação com uma dinâmica de vários tempos / os tempos constituintes da sua identidade. Num segundo momento, interessou-me explorar o que estas memórias episódicas e autobiográficas do meu pai têm em comum com outras histórias (de ex-combatentes), as implicações políticas e “cicatrizes” que a participação na guerra colonial portuguesa deixou nos vários corpos e a compreensão desta ideia de corpo arquivo dentro do próprio espectáculo, a biografia de um “homem-corpo” que serve para contar a história, o corpo da performer em cena e o do espectador, a sobreposição de vários corpos e de “vários tempos”.
Autores principais:Neves, Rita Maria Neves Baeta
Assunto:Corpo Suspenso Teatro - Temas, motivos Arte dramática Corpo humano - No teatro Corpo humano - Aspectos simbólicos Memória - No teatro Arte da performance - Aspectos políticos Portugal - 1961-1975 (Guerras coloniais) - Aspectos psicológicos Teses de mestrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com este trabalho de projecto, interessou-me pesquisar o corpo como arquivo da guerra colonial portuguesa (1961-1974) através da investigação artística, desenvolvida nos ensaios que deram origem ao espectáculo Corpo Suspenso, com estreia na Latoaria, Lisboa, a 30 de Abril de 2021. Neste sentido, num primeiro momento, propus-me investigar, a partir da história [de vida] do meu pai e da sua participação na guerra colonial, as marcas que terão ficado no seu corpo e a forma como estas se anunciam no presente, a relação com uma dinâmica de vários tempos / os tempos constituintes da sua identidade. Num segundo momento, interessou-me explorar o que estas memórias episódicas e autobiográficas do meu pai têm em comum com outras histórias (de ex-combatentes), as implicações políticas e “cicatrizes” que a participação na guerra colonial portuguesa deixou nos vários corpos e a compreensão desta ideia de corpo arquivo dentro do próprio espectáculo, a biografia de um “homem-corpo” que serve para contar a história, o corpo da performer em cena e o do espectador, a sobreposição de vários corpos e de “vários tempos”.