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Avaliação da discrepância entre a avaliação da extensão tumoral e ganglionar do carcinoma lobular invasivo por exames de imagiologia mamária (mamografia, ecografia e ressonância magnética) e pela anatomia patológica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O carcinoma lobular invasivo (ILC) é o segundo tipo histológico mais frequente de cancro da mama. Este tipo de carcinoma apresenta um padrão de crescimento difuso, o que impede a formação de uma massa definida, dificultando o seu diagnóstico clínico e imagiológico. Este estudo teve como objetivo compreender qual dos exames imagiológicos (mamografia/ecografia e ressonância magnética) se correlaciona melhor com o estadiamento locorregional. Materiais e Métodos: Este estudo retrospetivo incluiu 94 pacientes com diagnóstico de ILC e que realizaram cirurgia upfront, entre janeiro de 2017 e abril de 2023, num hospital terciário. Foi feita uma análise comparativa entre os relatórios dos exames imagiológicos e de anatomia patológica, com vista a analisar o tamanho dos tumores e a presença de metástases axilares. Em 17 dos 94 casos, não foi realizada a RM. Resultados: A percentagem de medidas dos tamanhos subestimadas, sobrestimadas e corretamente estimadas foi de 70.4%, 27.6% e 2% para a mamografia/ecografia e de 50.6%, 38.3% e 11.5% para a ressonância magnética. A correlação com a anatomia patológica foi r=0.53 para a mamografia/ecografia e de r=0.64 para a ressonância magnética. Na deteção de doença multifocal/multicêntrica, a mamografia/ecografia apresentou uma sensibilidade de 24% e a ressonância magnética de 38%. Relativamente à deteção de metastização ganglionar, a ecografia apresentou uma sensibilidade de 50%, enquanto a ressonância apresentou uma sensibilidade de 38%. Conclusão: A ressonância magnética foi o exame que melhor estimou o tamanho tumoral e apresentou uma sensibilidade ligeiramente superior na deteção de doença multifocal/multicêntrica. Concluiu-se, portanto, que a ressonância magnética é um exame fundamental no estadiamento do carcinoma lobular invasivo.
Autores principais:Machado, Luísa Vieira
Assunto:Carcinoma lobular invasivo (ILC) Mamografia Ultrassonografia Ressonância magnética Extensão tumoral Metastização ganglionar
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O carcinoma lobular invasivo (ILC) é o segundo tipo histológico mais frequente de cancro da mama. Este tipo de carcinoma apresenta um padrão de crescimento difuso, o que impede a formação de uma massa definida, dificultando o seu diagnóstico clínico e imagiológico. Este estudo teve como objetivo compreender qual dos exames imagiológicos (mamografia/ecografia e ressonância magnética) se correlaciona melhor com o estadiamento locorregional. Materiais e Métodos: Este estudo retrospetivo incluiu 94 pacientes com diagnóstico de ILC e que realizaram cirurgia upfront, entre janeiro de 2017 e abril de 2023, num hospital terciário. Foi feita uma análise comparativa entre os relatórios dos exames imagiológicos e de anatomia patológica, com vista a analisar o tamanho dos tumores e a presença de metástases axilares. Em 17 dos 94 casos, não foi realizada a RM. Resultados: A percentagem de medidas dos tamanhos subestimadas, sobrestimadas e corretamente estimadas foi de 70.4%, 27.6% e 2% para a mamografia/ecografia e de 50.6%, 38.3% e 11.5% para a ressonância magnética. A correlação com a anatomia patológica foi r=0.53 para a mamografia/ecografia e de r=0.64 para a ressonância magnética. Na deteção de doença multifocal/multicêntrica, a mamografia/ecografia apresentou uma sensibilidade de 24% e a ressonância magnética de 38%. Relativamente à deteção de metastização ganglionar, a ecografia apresentou uma sensibilidade de 50%, enquanto a ressonância apresentou uma sensibilidade de 38%. Conclusão: A ressonância magnética foi o exame que melhor estimou o tamanho tumoral e apresentou uma sensibilidade ligeiramente superior na deteção de doença multifocal/multicêntrica. Concluiu-se, portanto, que a ressonância magnética é um exame fundamental no estadiamento do carcinoma lobular invasivo.