Publicação

Escavar o artificial

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Dos solos descarnados do antigamente à sua continua artificialização, permanecem nos tecidos da cidade, vazios urbanos e resquícios expectantes, como é notório no vale do Rio Seco, contexto de intervenção e análise do presente trabalho. Com a introdução de um parque urbano no seu território, ambiciona-se, não só a requalificação urbana de todo o vale, harmonizando as estruturas naturais e artificiais da cidade, mas também afirmar a sua essência natural, revelando as potencialidades que nele sempre existiram. O rio, atualmente encanado, que desce de Monsanto ao Tejo, deixa no lugar a memória de vivências sócio-espaciais, como os banhos nas almácegas do antigo vale da Sacôta. Paralelamente, os limites geológicos, sinuosos pela sua topografia, assumem a historicidade das pedreiras de escavação, deixando na gruta o vestígio mais marcante. Esquecidos mas estruturantes no vale, estes elementos constituem premissas para novas soluções conceptuais e espaciais. Assim, intenta-se, a criação de um equipamento Spa, integrado no contexto do parque, que não só responda às necessidades da sociedade contemporânea relativas ao lazer e bem-estar corporal, mas também enfatize de forma crítica e coerente as referências identitárias do vale, reabilitando as memórias coletivas das almácegas face à experiência da gruta escavada, numa ótica evolutiva para a arquitetura entre a memória e a contemporaneidade.
Autores principais:Ricardo, Dinis Alves
Assunto:Reabilitação Parque urbano Gruta Banho Spa Rehabilitation Urban park Cave Bath
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Dos solos descarnados do antigamente à sua continua artificialização, permanecem nos tecidos da cidade, vazios urbanos e resquícios expectantes, como é notório no vale do Rio Seco, contexto de intervenção e análise do presente trabalho. Com a introdução de um parque urbano no seu território, ambiciona-se, não só a requalificação urbana de todo o vale, harmonizando as estruturas naturais e artificiais da cidade, mas também afirmar a sua essência natural, revelando as potencialidades que nele sempre existiram. O rio, atualmente encanado, que desce de Monsanto ao Tejo, deixa no lugar a memória de vivências sócio-espaciais, como os banhos nas almácegas do antigo vale da Sacôta. Paralelamente, os limites geológicos, sinuosos pela sua topografia, assumem a historicidade das pedreiras de escavação, deixando na gruta o vestígio mais marcante. Esquecidos mas estruturantes no vale, estes elementos constituem premissas para novas soluções conceptuais e espaciais. Assim, intenta-se, a criação de um equipamento Spa, integrado no contexto do parque, que não só responda às necessidades da sociedade contemporânea relativas ao lazer e bem-estar corporal, mas também enfatize de forma crítica e coerente as referências identitárias do vale, reabilitando as memórias coletivas das almácegas face à experiência da gruta escavada, numa ótica evolutiva para a arquitetura entre a memória e a contemporaneidade.