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Habitar sem ver

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Resumo:Ao longo da vida, o homem compõe a sua identidade tendo em conta as várias vivências e experiências que acompanham o seu percurso. A maioria, foram fruto do ato de habitar o mundo, com o qual cria uma forte relação. Este processo que foi dando significado ao habitar de cada um, tem por base, toda a experiência vivida ao nível da esfera habitacional. Esta, tendo em conta as exigências do habitante, deve ser o espelho de toda a sua personalidade, como também, das suas necessidades. Neste sentido, a presente investigação intitulada de “Habitar sem ver - Arquitetura para invisuais”, pretende compreender de que forma a esfera habitacional deve responder às exigências e necessidades de um cego, proporcionando-lhe bem-estar e um elevado nível de conforto e autonomia. Neste sentido, o processo teve em conta duas esferas relativas à cegueira total: os cegos congénitos e os cegos adquiridos. Assim, e tendo como base a temática da inclusão, o cego ocupa a base de todo o processo desenvolvido, que deverá dar resposta não só a esta restrição visual, como também às restantes deficiências, defendendo assim, uma Arquitetura Inclusiva. A fim de atingir o objetivo referido, foi colocada uma questão inicial: ‘Qual o papel da arquitetura e do arquiteto no desenho do espaço habitacional de uma pessoa cega?’. Esta, para além de originar outras interrogações, permitiu também levantar várias hipóteses. Com o intuito de lhes dar resposta, foi necessário entrar diretamente no mundo não-visual, através da realização de várias entrevistas. Esta envolvência com os vários participantes permitiu esclarecer todas as incertezas geradas ao longo de todo o processo. A casa deve ter a capacidade de responder a todas as necessidades de quem a usufrui, permitindo ao Homem chegar ao verdadeiro significado do verbo habitar.
Autores principais:Vieira, Daniela Lopes
Assunto:Cegueira Habitar Inclusão Sentidos Perceção espacial Blindness Inhabit Inclusion Senses Space perception
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Ao longo da vida, o homem compõe a sua identidade tendo em conta as várias vivências e experiências que acompanham o seu percurso. A maioria, foram fruto do ato de habitar o mundo, com o qual cria uma forte relação. Este processo que foi dando significado ao habitar de cada um, tem por base, toda a experiência vivida ao nível da esfera habitacional. Esta, tendo em conta as exigências do habitante, deve ser o espelho de toda a sua personalidade, como também, das suas necessidades. Neste sentido, a presente investigação intitulada de “Habitar sem ver - Arquitetura para invisuais”, pretende compreender de que forma a esfera habitacional deve responder às exigências e necessidades de um cego, proporcionando-lhe bem-estar e um elevado nível de conforto e autonomia. Neste sentido, o processo teve em conta duas esferas relativas à cegueira total: os cegos congénitos e os cegos adquiridos. Assim, e tendo como base a temática da inclusão, o cego ocupa a base de todo o processo desenvolvido, que deverá dar resposta não só a esta restrição visual, como também às restantes deficiências, defendendo assim, uma Arquitetura Inclusiva. A fim de atingir o objetivo referido, foi colocada uma questão inicial: ‘Qual o papel da arquitetura e do arquiteto no desenho do espaço habitacional de uma pessoa cega?’. Esta, para além de originar outras interrogações, permitiu também levantar várias hipóteses. Com o intuito de lhes dar resposta, foi necessário entrar diretamente no mundo não-visual, através da realização de várias entrevistas. Esta envolvência com os vários participantes permitiu esclarecer todas as incertezas geradas ao longo de todo o processo. A casa deve ter a capacidade de responder a todas as necessidades de quem a usufrui, permitindo ao Homem chegar ao verdadeiro significado do verbo habitar.