Publicação
A problemática da dor no período peri-operatório em canídeos
| Resumo: | Negligenciada no passado, a dor tornou-se nos últimos tempos uma das maiores áreas de interesse científico. A Associação Internacional para o Estudo da Dor (AIED), define dor como uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a uma potencial ou real lesão tecidular, acrescentando que a incapacidade de comunicar não nega de modo algum que o indivíduo tenha uma experiência dolorosa. Em Medicina Veterinária, o reconhecimento e avaliação da dor, é ainda um assunto subjectivo e de difícil abordagem. Numa amostra de 123 canídeos (n=123) de ambos os sexos, 79,67% foram submetidos a cirurgia de Tecidos Moles (TM) e 20,33% a cirurgia Ortopédica e Traumatológica (OT). Ambos os grupos (TM e OT) foram subdivididos em 4 grupos FTM, MTM, FOT e MOT, considerando o sexo dos indivíduos, e sujeitos a avaliação do seu estado de experiência do fenómeno da dor através da utilização das escalas Escala Composta da Dor de Glasgow da e Escala da Dor da Universidade de Melbourne, num período pré-operatorio (M0) e em 3 períodos pós-operatórios M1(logo após a recuperação anestésica), M2 (24h) e M3 (10º dia). A análise estatística utilizou a média, desvio padrão, mínimo e máximo, e ainda os teste de Kolgomorov-Smirnoff (KS), teste t, teste Mann Whitney , coeficientes de correlação de Pearson(r) e Spearman(r), ANOVA oneway e teste de Friedman, considerando sempre um intervalo de confiança de 95%. Foi possível concluir que não existem diferenças estatisticamente significativas entre TM e OT, nem entre FTM, MTM, FOT e MOT em todos os momentos M1, M2 e M3 considerados; que existe uma melhoria do grau de dor na passagem do momento M0 para M1, sendo esta diferença muito significativa entre M1 e M3, e que a correlação entre as escalas EDGC e EDUM foi variável entre fraca e regular, o que está relacionado com as limitações de cada uma delas. |
|---|---|
| Autores principais: | Azevedo, Pedro Ricardo Almeida Santos |
| Assunto: | Dor Canídeo Analgesia Cirurgia Período Peri-operatório Pain Dog Analgesia Surgery Perioperative period |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Negligenciada no passado, a dor tornou-se nos últimos tempos uma das maiores áreas de interesse científico. A Associação Internacional para o Estudo da Dor (AIED), define dor como uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a uma potencial ou real lesão tecidular, acrescentando que a incapacidade de comunicar não nega de modo algum que o indivíduo tenha uma experiência dolorosa. Em Medicina Veterinária, o reconhecimento e avaliação da dor, é ainda um assunto subjectivo e de difícil abordagem. Numa amostra de 123 canídeos (n=123) de ambos os sexos, 79,67% foram submetidos a cirurgia de Tecidos Moles (TM) e 20,33% a cirurgia Ortopédica e Traumatológica (OT). Ambos os grupos (TM e OT) foram subdivididos em 4 grupos FTM, MTM, FOT e MOT, considerando o sexo dos indivíduos, e sujeitos a avaliação do seu estado de experiência do fenómeno da dor através da utilização das escalas Escala Composta da Dor de Glasgow da e Escala da Dor da Universidade de Melbourne, num período pré-operatorio (M0) e em 3 períodos pós-operatórios M1(logo após a recuperação anestésica), M2 (24h) e M3 (10º dia). A análise estatística utilizou a média, desvio padrão, mínimo e máximo, e ainda os teste de Kolgomorov-Smirnoff (KS), teste t, teste Mann Whitney , coeficientes de correlação de Pearson(r) e Spearman(r), ANOVA oneway e teste de Friedman, considerando sempre um intervalo de confiança de 95%. Foi possível concluir que não existem diferenças estatisticamente significativas entre TM e OT, nem entre FTM, MTM, FOT e MOT em todos os momentos M1, M2 e M3 considerados; que existe uma melhoria do grau de dor na passagem do momento M0 para M1, sendo esta diferença muito significativa entre M1 e M3, e que a correlação entre as escalas EDGC e EDUM foi variável entre fraca e regular, o que está relacionado com as limitações de cada uma delas. |
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