Publicação
A doença inflamatória intestinal, a microbiota e a alimentação
| Resumo: | A Doença Inflamatória Intestinal (DII) é uma condição cada vez mais comum na sociedade e que ainda é um obstáculo clínico em relação à sua identificação, gestão e tratamento. Recentemente, tem sido enfatizada a importância da microbiota intestinal no complexo processo de desenvolvimento de doenças, abrindo caminho para a investigação de novas ferramentas de diagnóstico e tratamento, no sentido de atender às necessidades atuais na prática clínica da DII. Uma das partes que compõem a fisiopatologia da DII é confirmada pela microbiota intestinal, com a diminuição de bactérias do grupo Firmicutes e um aumento das do grupo Proteobacteria, destacando- se como principais alterações. Diferentes aspectos como a idade, a alimentação, o ambiente e as substâncias estranhas parecem afetar a microbiota neste sentido. Modificações na composição da flora microbiana dos doentes podem ser um promissor ponto de partida para a criação de biomarcadores diagnósticos, realçando a Collinsella e a Nocardiopsis dassonville como possíveis marcadores distintivos entre a Colite Ulcerosa (CU) e a Doença de Crohn (DC). Conjuntamente, a severidade destas doenças parece ser indicada pela composição da microbiota intestinal, com os Clostridiales assumindo o papel de potenciais indicadores preditivos de resposta ao Infliximab. Quanto ao tratamento, a intervenção na microbiota intestinal tem sido comprovada como benéfica na CU com recurso a ensaios clínicos que revelam a eficácia dos probióticos e apoiam o possível uso do transplante de microbiota fecal no futuro. Neste sentido, são várias as alternativas terapêuticas que revelam resultados encorajadores, destacando o transplante de microbiota fecal, os probióticos e as alterações alimentares. A ênfase na padronização das metodologias utilizadas para avaliar a composição da microbiota intestinal, juntamente com a interpretação dos resultados em relação ao seu impacto na DII, é considerada a principal prioridade neste contexto. Assim sendo, a realização de maiores estudos clínicos focados na microbiota intestinal pode ser a chave para personalizar o tratamento da CU e da DC. |
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| Autores principais: | Fernandes, Beatriz da Silva |
| Assunto: | Doença inflamatória intestinal Microbiota Alimentação Disbiose Etiologia Mestrado Integrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Doença Inflamatória Intestinal (DII) é uma condição cada vez mais comum na sociedade e que ainda é um obstáculo clínico em relação à sua identificação, gestão e tratamento. Recentemente, tem sido enfatizada a importância da microbiota intestinal no complexo processo de desenvolvimento de doenças, abrindo caminho para a investigação de novas ferramentas de diagnóstico e tratamento, no sentido de atender às necessidades atuais na prática clínica da DII. Uma das partes que compõem a fisiopatologia da DII é confirmada pela microbiota intestinal, com a diminuição de bactérias do grupo Firmicutes e um aumento das do grupo Proteobacteria, destacando- se como principais alterações. Diferentes aspectos como a idade, a alimentação, o ambiente e as substâncias estranhas parecem afetar a microbiota neste sentido. Modificações na composição da flora microbiana dos doentes podem ser um promissor ponto de partida para a criação de biomarcadores diagnósticos, realçando a Collinsella e a Nocardiopsis dassonville como possíveis marcadores distintivos entre a Colite Ulcerosa (CU) e a Doença de Crohn (DC). Conjuntamente, a severidade destas doenças parece ser indicada pela composição da microbiota intestinal, com os Clostridiales assumindo o papel de potenciais indicadores preditivos de resposta ao Infliximab. Quanto ao tratamento, a intervenção na microbiota intestinal tem sido comprovada como benéfica na CU com recurso a ensaios clínicos que revelam a eficácia dos probióticos e apoiam o possível uso do transplante de microbiota fecal no futuro. Neste sentido, são várias as alternativas terapêuticas que revelam resultados encorajadores, destacando o transplante de microbiota fecal, os probióticos e as alterações alimentares. A ênfase na padronização das metodologias utilizadas para avaliar a composição da microbiota intestinal, juntamente com a interpretação dos resultados em relação ao seu impacto na DII, é considerada a principal prioridade neste contexto. Assim sendo, a realização de maiores estudos clínicos focados na microbiota intestinal pode ser a chave para personalizar o tratamento da CU e da DC. |
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