Publicação
Os suplementos alimentares na inflamação
| Resumo: | O processo inflamatório é uma resposta fisiológica a um estímulo, incluindo agentes patogénicos humanos, partículas de poeira e vírus. Esta resposta tanto pode desencadear uma resposta aguda como crónica. Quando é suscitada uma resposta inflamatória crónica esta pode dar origem a uma determinada patologia, que muitas das vezes não apresenta cura. Em muitas destas patologias a terapêutica indicada passa pela utilização de anti-inflamatórios durante um período prolongado de tempo, o que origina várias consequências para o utilizador. Vários estudos aos suplementos alimentares têm sido realizados para que estes sejam utilizados na redução da inflamação, não só pela prevenção de várias doenças e no retardamento do aparecimento destas, mas também como complemento de várias terapêuticas. Em algumas doenças como a artrite reumatóide, a osteoartrite e as doenças intestinais inflamatórias já foram realizados estudos para comprovar a sua eficácia e segurança. Alguns suplementos alimentares demonstraram ter alguma relevância clínica. Como no caso do sulfato de glucosamina, no combate à osteoartrite, em que foi possível verificar uma redução da dor na anca e no joelho dos doentes que apresentam esta patologia. No caso da utilização de ácidos gordos como o ómega-3, no combate a artrite reumatoide, também foi possível verificar uma diminuição de alguns dos sintomas associados, como a redução da rigidez matinal, a redução do inchaço e a diminuição da dor nas articulações mais sensíveis. Verificou-se que com a utilização dos probióticos, no caso das doenças inflamatórias intestinais, induziu na maioria dos casos experimentais a remissão da doença e também se obtiveram resultados promissores quando os doentes foram submetidos a exames histológicos e a endoscopias após utilização destes suplementos. No entanto, para que estes resultados se tornem mais credíveis, é necessária a realização de mais estudos clínicos e uma regulamentação mais rigorosa. |
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| Autores principais: | Fresco, Carlos Manuel Claro |
| Assunto: | Suplementos alimentares Inflamação AINEs Doenças crónicas Mestrado integrado - 2021 |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O processo inflamatório é uma resposta fisiológica a um estímulo, incluindo agentes patogénicos humanos, partículas de poeira e vírus. Esta resposta tanto pode desencadear uma resposta aguda como crónica. Quando é suscitada uma resposta inflamatória crónica esta pode dar origem a uma determinada patologia, que muitas das vezes não apresenta cura. Em muitas destas patologias a terapêutica indicada passa pela utilização de anti-inflamatórios durante um período prolongado de tempo, o que origina várias consequências para o utilizador. Vários estudos aos suplementos alimentares têm sido realizados para que estes sejam utilizados na redução da inflamação, não só pela prevenção de várias doenças e no retardamento do aparecimento destas, mas também como complemento de várias terapêuticas. Em algumas doenças como a artrite reumatóide, a osteoartrite e as doenças intestinais inflamatórias já foram realizados estudos para comprovar a sua eficácia e segurança. Alguns suplementos alimentares demonstraram ter alguma relevância clínica. Como no caso do sulfato de glucosamina, no combate à osteoartrite, em que foi possível verificar uma redução da dor na anca e no joelho dos doentes que apresentam esta patologia. No caso da utilização de ácidos gordos como o ómega-3, no combate a artrite reumatoide, também foi possível verificar uma diminuição de alguns dos sintomas associados, como a redução da rigidez matinal, a redução do inchaço e a diminuição da dor nas articulações mais sensíveis. Verificou-se que com a utilização dos probióticos, no caso das doenças inflamatórias intestinais, induziu na maioria dos casos experimentais a remissão da doença e também se obtiveram resultados promissores quando os doentes foram submetidos a exames histológicos e a endoscopias após utilização destes suplementos. No entanto, para que estes resultados se tornem mais credíveis, é necessária a realização de mais estudos clínicos e uma regulamentação mais rigorosa. |
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