Publicação
Determinantes para a adesão à consulta de higiene oral em centros de saúde do Alentejo Litoral
| Resumo: | Introdução: O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral prevê a realização de con- sultas de higiene oral às crianças e jovens das coortes dos 7, 10 e 13 anos, tendo como objetivo principal a aplicação de selantes de fissuras em dentes molares permanentes e pré-molares. No entanto, as taxas de adesão às consultas, na região do Alentejo Litoral, cifram-se abaixo dos 50%. Objetivos: Este estudo tem como objetivo identificar os principais fatores que contribuem para a não-adesão às consultas em dois centros de saúde desta região, bem como relacionar as características sociodemográficas dos encarregados de educação, área geográfica, a perceção e atitude face à saúde oral com a não-adesão. Material e métodos: Foi realizado um estudo ob- servacional, do tipo transversal, no qual participaram 245 pais de crianças e jovens que benefi- ciaram de um voucher de acesso à consulta de higiene oral no ano letivo de 2018-2019, aos quais foi aplicado um questionário. As respostas foram sujeitas a análise estatística, com um nível de significância de 0,05 e um intervalo de confiança de 95%. Resultados: O principal fator invocado para a não-adesão à consulta de higiene oral foi o ser acompanhado por profis- sional de saúde oral a nível particular (55,6%), seguido do extravio do voucher (11,1%) e da dificuldade em marcar a consulta (9,2%). Foi, igualmente, possível identificar relação entre o nível de ensino, situação face ao emprego e condição socioeconómica dos pais, e a adesão a este tipo de consulta. Discussão: Os resultados deste estudo estão em linha com os determinan- tes descritos na literatura e sublinham a influência dos cuidados dentários privados, da desva- lorização dos cuidados preventivos e das barreiras logísticas na adesão à consulta de higiene oral do centro de saúde. Conclusões: Reconhecendo e atuando sobre estes fatores, o programa de saúde oral pode ser otimizado para melhorar a adesão às consultas. |
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| Autores principais: | Brázia, Jorge Manuel Santos e Silva Martins da |
| Assunto: | Teses de mestrado 2023 Saúde Oral |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral prevê a realização de con- sultas de higiene oral às crianças e jovens das coortes dos 7, 10 e 13 anos, tendo como objetivo principal a aplicação de selantes de fissuras em dentes molares permanentes e pré-molares. No entanto, as taxas de adesão às consultas, na região do Alentejo Litoral, cifram-se abaixo dos 50%. Objetivos: Este estudo tem como objetivo identificar os principais fatores que contribuem para a não-adesão às consultas em dois centros de saúde desta região, bem como relacionar as características sociodemográficas dos encarregados de educação, área geográfica, a perceção e atitude face à saúde oral com a não-adesão. Material e métodos: Foi realizado um estudo ob- servacional, do tipo transversal, no qual participaram 245 pais de crianças e jovens que benefi- ciaram de um voucher de acesso à consulta de higiene oral no ano letivo de 2018-2019, aos quais foi aplicado um questionário. As respostas foram sujeitas a análise estatística, com um nível de significância de 0,05 e um intervalo de confiança de 95%. Resultados: O principal fator invocado para a não-adesão à consulta de higiene oral foi o ser acompanhado por profis- sional de saúde oral a nível particular (55,6%), seguido do extravio do voucher (11,1%) e da dificuldade em marcar a consulta (9,2%). Foi, igualmente, possível identificar relação entre o nível de ensino, situação face ao emprego e condição socioeconómica dos pais, e a adesão a este tipo de consulta. Discussão: Os resultados deste estudo estão em linha com os determinan- tes descritos na literatura e sublinham a influência dos cuidados dentários privados, da desva- lorização dos cuidados preventivos e das barreiras logísticas na adesão à consulta de higiene oral do centro de saúde. Conclusões: Reconhecendo e atuando sobre estes fatores, o programa de saúde oral pode ser otimizado para melhorar a adesão às consultas. |
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