Publicação

Ajustamento Estrutural e Comércio na situação actual dos países da Africa Subsariana: estudo da região do Golfo da Guiné

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Mais de uma década decorrida sobre a implementação dos Programas de Ajustamento Estrutural das instituições de Bretton Woods nos países subsarianos e do Golfo da Guiné em particular, as estatísticas das economias em questão revelam sinais de uma mais sólida estabilidade macroeconómica e mesmo de aumentos no seu volume de comércio externo, mas não de uma plena liberalização de trocas e menos ainda, de uma diversificação da sua estrutura produtiva. No entanto, os referidos programas foram concebidos na expectativa de que o controlo dos défices correntes, da inflação e do câmbio, juntamente com a abertura ao exterior, seriam geradores de um círculo virtuoso de aumentos de receitas de exportações e do investimento privado. As reformas introduzidas consolidaram a exploração das vantagens comparativas nas abundantes reservas energéticas e minerais, mas em geral não impulsionaram o investimento em indústrias mais criadoras de emprego, como as manufacturas. Entretanto, a situação actual do endividamento externo da região inibe profundamente a acumulação de divisas e exacerba a lentidão e os custos do processo de ajustamento. Este prevê uma liberalização do comércio que constitui seguramente um instrumento crucial para a dinamização do tecido produtivo das economias subsarianas. Ora as barreiras pautais e não pautais à importação mantidas pelos Estados subsarianos constrangem os ganhos potenciais de comércio, decorrentes da abertura ao exterior, e comprometem o acesso das suas exportações aos mercados internacionais, devido a uma reacção dos seus parceiros comerciais, na maioria países industrializados. O presente trabalho realça a relativa eficácia dos P.A.E/s do Banco Mundial e do F.M.I. na estabilização macroeconómica, e o seu desaire no objectivo de induzir uma liberalização do comércio que contribua para o crescimento sustentado dos países costeiros do Golfo da Guiné. Por conseguinte, conclui que é hoje imperativo um reforço do compromisso das autoridades nacionais na prossecução das reformas e dos credores internacionais no seu financiamento, aliviando em última análise o peso do serviço da dívida.
Autores principais:Victoria, Ricardo de Sousa Meneses Bonnet
Assunto:Ajustamento estrutural estabilização macroeconómica liberalização comercial diversificação de exportações Golfo da Guiné dívida externa Structural Adjustment macroeconomic stabilization trade liberalization exports diversification Gulf of Guinea external debt
Ano:1998
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Mais de uma década decorrida sobre a implementação dos Programas de Ajustamento Estrutural das instituições de Bretton Woods nos países subsarianos e do Golfo da Guiné em particular, as estatísticas das economias em questão revelam sinais de uma mais sólida estabilidade macroeconómica e mesmo de aumentos no seu volume de comércio externo, mas não de uma plena liberalização de trocas e menos ainda, de uma diversificação da sua estrutura produtiva. No entanto, os referidos programas foram concebidos na expectativa de que o controlo dos défices correntes, da inflação e do câmbio, juntamente com a abertura ao exterior, seriam geradores de um círculo virtuoso de aumentos de receitas de exportações e do investimento privado. As reformas introduzidas consolidaram a exploração das vantagens comparativas nas abundantes reservas energéticas e minerais, mas em geral não impulsionaram o investimento em indústrias mais criadoras de emprego, como as manufacturas. Entretanto, a situação actual do endividamento externo da região inibe profundamente a acumulação de divisas e exacerba a lentidão e os custos do processo de ajustamento. Este prevê uma liberalização do comércio que constitui seguramente um instrumento crucial para a dinamização do tecido produtivo das economias subsarianas. Ora as barreiras pautais e não pautais à importação mantidas pelos Estados subsarianos constrangem os ganhos potenciais de comércio, decorrentes da abertura ao exterior, e comprometem o acesso das suas exportações aos mercados internacionais, devido a uma reacção dos seus parceiros comerciais, na maioria países industrializados. O presente trabalho realça a relativa eficácia dos P.A.E/s do Banco Mundial e do F.M.I. na estabilização macroeconómica, e o seu desaire no objectivo de induzir uma liberalização do comércio que contribua para o crescimento sustentado dos países costeiros do Golfo da Guiné. Por conseguinte, conclui que é hoje imperativo um reforço do compromisso das autoridades nacionais na prossecução das reformas e dos credores internacionais no seu financiamento, aliviando em última análise o peso do serviço da dívida.