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O papel dos surfactantes no Sars-Cov-2

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No final do ano de 2019, numa pequena localidade na China, surgiu um elevado número de casos do que na altura parecia ser pneumonia. Rapidamente se percebeu que se tratava de um novo vírus, sendo o terceiro da família dos Coronavírus transmissível em humanos, a que se deu o nome de Sars-Cov-2. Pouco se sabia acerca do mesmo, mas depressa se percebeu que este estava a expandir-se em grande escala, quando em março de 2020 a Organização Mundial da Saúde proclamou que se tratava de uma pandemia, significando que o vírus iria atingir proporções à escala mundial. Perante a patogenicidade e o índice de transmissibilidade do Sars-Cov-2 e suas variantes, e para além das vacinas, a lavagem e desinfeção das mãos e das superfícies constituíram (e constituem) importantes ferramentas no abrandamento da transmissão do vírus. Este papel significativo deve-se à ação dos surfactantes, moléculas que são frequentemente usadas em várias indústrias, devido às suas propriedades polivalentes, visto que estes podem ser utilizados na indústria alimentar, como emulsificantes, na área da saúde como integrantes de desinfetantes e produtos de higiene; e recentemente tem-se vindo a descobrir que também os surfactantes de origem biológica têm propriedades antivirais, tendo-se já comprovado que conseguem inativar certas espécies virais. No trabalho aqui apresentado, focou-se no(s) mecanismo(s) pelo(s) qual(ais) os surfactantes têm esta capacidade de bloquear ou inativar os vírus, nomeadamente o Sars-Cov-2, e em que medida é que estas propriedades podem ser usadas de maneira benéfica no combate a esta pandemia. Tentou também perceber-se quais serão os passos a percorrer futuramente para conseguir potencializar o uso destas moléculas especiais na inativação deste coronavírus.
Autores principais:Timóteo, Beatriz Brás
Assunto:Surfactante Detergente Micela Sars-Cov-2 Inativação viral Mestrado integrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No final do ano de 2019, numa pequena localidade na China, surgiu um elevado número de casos do que na altura parecia ser pneumonia. Rapidamente se percebeu que se tratava de um novo vírus, sendo o terceiro da família dos Coronavírus transmissível em humanos, a que se deu o nome de Sars-Cov-2. Pouco se sabia acerca do mesmo, mas depressa se percebeu que este estava a expandir-se em grande escala, quando em março de 2020 a Organização Mundial da Saúde proclamou que se tratava de uma pandemia, significando que o vírus iria atingir proporções à escala mundial. Perante a patogenicidade e o índice de transmissibilidade do Sars-Cov-2 e suas variantes, e para além das vacinas, a lavagem e desinfeção das mãos e das superfícies constituíram (e constituem) importantes ferramentas no abrandamento da transmissão do vírus. Este papel significativo deve-se à ação dos surfactantes, moléculas que são frequentemente usadas em várias indústrias, devido às suas propriedades polivalentes, visto que estes podem ser utilizados na indústria alimentar, como emulsificantes, na área da saúde como integrantes de desinfetantes e produtos de higiene; e recentemente tem-se vindo a descobrir que também os surfactantes de origem biológica têm propriedades antivirais, tendo-se já comprovado que conseguem inativar certas espécies virais. No trabalho aqui apresentado, focou-se no(s) mecanismo(s) pelo(s) qual(ais) os surfactantes têm esta capacidade de bloquear ou inativar os vírus, nomeadamente o Sars-Cov-2, e em que medida é que estas propriedades podem ser usadas de maneira benéfica no combate a esta pandemia. Tentou também perceber-se quais serão os passos a percorrer futuramente para conseguir potencializar o uso destas moléculas especiais na inativação deste coronavírus.