Publicação
Estudo da reacção de hidrogenação de misturas de óleos de origem animal e vegetal
| Resumo: | O crescimento populacional e a contínua procura de energia em todo o mundo levantam, há algumas décadas, preocupações relacionadas com as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) que originam, para além de problemas na saúde humana, alterações climáticas no planeta. Para além da diminuição do consumo de petróleo, é necessário potenciar a investigação e a produção de combustíveis a partir de fontes renováveis e a sua produção e utilização de uma forma sustentável. Um processo que tem despertado interesse na comunidade científica para produção de combustíveis líquidos é a hidrogenação de óleos/gorduras, a partir do qual são quebradas as ligações do grupo carboxilo dos triglicéridos para obtenção de hidrocarbonetos, constituintes do petróleo. O combustível resultante é um produto desoxigenado e pode ser utilizado em motores convencionais. O presente trabalho consistiu no estudo da reacção de hidrogenação, onde foram utilizadas duas matérias diferentes, e analisadas as composições das fases gasosa e líquida, obtidas a partir do processo. Foi estudado o efeito da temperatura na hidrogenação do óleo alimentar usado (OAU), através de três ensaios, a 370ºC, 400ºC e 430ºC, a 160psi e durante 60 minutos. Observou-se uma diminuição da composição de parafinas com o aumento da temperatura, a maior percentagem relativa destes compostos foi observada na reacção a 370ºC. Na segunda parte do estudo, pretendeu-se estudar o efeito produzido pela mistura de OAU e gordura animal (GA) no mesmo processo. Foram testadas diferentes composições de OAU e GA, em cinco ensaios, a 380ºC, 80 psi e durante 30 minutos. O estudo revelou que, embora não se verifique nenhuma mais-valia em termos de composição do produto, a utilização destas duas matérias em conjunto é possível. Na mistura onde foi observado o maior rendimento de parafinas, foram utilizados três catalisadores: Cobalto-Molibdénio (CoMo), Fluid Catalytic Cracking (FCC) e Zeolite Socony-Mobile-5 (ZSM-5). Verificou-se que o CoMo promoveu a produção de parafinas enquanto o FCC e o ZSM-5 se mostraram eficazes nas reacções de cracking, quer pela formação de hidrocarbonetos gasosos como pelo rendimento do n-pentadecano (n-C15) ao n-octadecano (n-C18). Os mesmos catalisadores foram testados na hidrogenação do OAU, a 400ºC, 160psi e por 30 minutos. Na reacção não catalítica observou-se o maior rendimento de parafinas, enquanto os catalisadores favoreceram bastante as reacções de aromatização. A conversão em hidrocarbonetos entre o n-C15 e o n-C18 foi superior na reacção não catalítica. |
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| Autores principais: | Barradas, Maria Beatriz Cravo |
| Assunto: | Hidrogenação OAU GA Hidrogénio Teses de mestrado - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O crescimento populacional e a contínua procura de energia em todo o mundo levantam, há algumas décadas, preocupações relacionadas com as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) que originam, para além de problemas na saúde humana, alterações climáticas no planeta. Para além da diminuição do consumo de petróleo, é necessário potenciar a investigação e a produção de combustíveis a partir de fontes renováveis e a sua produção e utilização de uma forma sustentável. Um processo que tem despertado interesse na comunidade científica para produção de combustíveis líquidos é a hidrogenação de óleos/gorduras, a partir do qual são quebradas as ligações do grupo carboxilo dos triglicéridos para obtenção de hidrocarbonetos, constituintes do petróleo. O combustível resultante é um produto desoxigenado e pode ser utilizado em motores convencionais. O presente trabalho consistiu no estudo da reacção de hidrogenação, onde foram utilizadas duas matérias diferentes, e analisadas as composições das fases gasosa e líquida, obtidas a partir do processo. Foi estudado o efeito da temperatura na hidrogenação do óleo alimentar usado (OAU), através de três ensaios, a 370ºC, 400ºC e 430ºC, a 160psi e durante 60 minutos. Observou-se uma diminuição da composição de parafinas com o aumento da temperatura, a maior percentagem relativa destes compostos foi observada na reacção a 370ºC. Na segunda parte do estudo, pretendeu-se estudar o efeito produzido pela mistura de OAU e gordura animal (GA) no mesmo processo. Foram testadas diferentes composições de OAU e GA, em cinco ensaios, a 380ºC, 80 psi e durante 30 minutos. O estudo revelou que, embora não se verifique nenhuma mais-valia em termos de composição do produto, a utilização destas duas matérias em conjunto é possível. Na mistura onde foi observado o maior rendimento de parafinas, foram utilizados três catalisadores: Cobalto-Molibdénio (CoMo), Fluid Catalytic Cracking (FCC) e Zeolite Socony-Mobile-5 (ZSM-5). Verificou-se que o CoMo promoveu a produção de parafinas enquanto o FCC e o ZSM-5 se mostraram eficazes nas reacções de cracking, quer pela formação de hidrocarbonetos gasosos como pelo rendimento do n-pentadecano (n-C15) ao n-octadecano (n-C18). Os mesmos catalisadores foram testados na hidrogenação do OAU, a 400ºC, 160psi e por 30 minutos. Na reacção não catalítica observou-se o maior rendimento de parafinas, enquanto os catalisadores favoreceram bastante as reacções de aromatização. A conversão em hidrocarbonetos entre o n-C15 e o n-C18 foi superior na reacção não catalítica. |
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