Publicação
A coleção colonial de restos humanos no MUHNAC: missão antropológica de Moçambique
| Resumo: | Baseado na Teoria Crítica e em uma Antropologia de arquivo, este trabalho objetiva (re)apresentar e contextualizar a coleção colonial de restos humanos recolhida pela equipa chefiada por Santos Júnior, Chefe da Missão Antropológica de Moçambique (MAM), que está armazenada no Museu Nacional de História Natural e de Ciência (MUHNAC). Esta investigação desdobra-se, ainda, na identificação do Outro, raça e ciência na Antropologia física realizada na ex-colónia portuguesa, Moçambique, entre os anos de 1936 e 1956; apresenta, também as discussões atuais sobre os museus universais ocidentais que detém coleções coloniais, além de mostrar os argumentos da Nova Museologia e as questões de repatriamento em voga na atualidade. Adiante, contextualiza histórico-socialmente a Antropologia portuguesa no século XX e evidencia o papel da Escola do Porto e de António Mendes Correia na produção e influência da disciplina nas políticas coloniais do Estado. Para finalizar, apresenta o arquivo colonial de Santos Júnior, a coleção colonial de restos humanos, o percurso institucional material e simbólico do espólio e inicia um debate sobre os contextos científico e ético da referida coleção |
|---|---|
| Autores principais: | Carvalho, Fernanda Lourenzo de |
| Assunto: | Missão Antropológica de Moçambique Coleção colonial de restos humanos Repatriamento Nova museologia Antropologia de arquivo MUHNAC Anthropological Mission of Mozambique Colonial collection of human remains Repatriation New museology Archival Anthropology MUHNAC |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Baseado na Teoria Crítica e em uma Antropologia de arquivo, este trabalho objetiva (re)apresentar e contextualizar a coleção colonial de restos humanos recolhida pela equipa chefiada por Santos Júnior, Chefe da Missão Antropológica de Moçambique (MAM), que está armazenada no Museu Nacional de História Natural e de Ciência (MUHNAC). Esta investigação desdobra-se, ainda, na identificação do Outro, raça e ciência na Antropologia física realizada na ex-colónia portuguesa, Moçambique, entre os anos de 1936 e 1956; apresenta, também as discussões atuais sobre os museus universais ocidentais que detém coleções coloniais, além de mostrar os argumentos da Nova Museologia e as questões de repatriamento em voga na atualidade. Adiante, contextualiza histórico-socialmente a Antropologia portuguesa no século XX e evidencia o papel da Escola do Porto e de António Mendes Correia na produção e influência da disciplina nas políticas coloniais do Estado. Para finalizar, apresenta o arquivo colonial de Santos Júnior, a coleção colonial de restos humanos, o percurso institucional material e simbólico do espólio e inicia um debate sobre os contextos científico e ético da referida coleção |
|---|