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“Sanções inteligentes” : a conformidade das medidas restritivas adotadas pela União Europeia com a garantia dos direitos humanos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As medidas restritivas adotadas pela União Europeia visam salvaguardar os valores da segurança e a paz internacional, mas frequentemente restringem direitos humanos. Em particular, as medidas restritivas de congelamento de bens interferem no direito de propriedade. A confidencialidade das informações relevantes para a defesa das pessoas sujeitas a estas medidas, por motivos de segurança nacional, obsta o exercício dos direitos de defesa, especialmente o direito à tutela jurisdicional efetiva. Isto impede o Tribunal de Justiça da União Europeia de aceder a esses elementos e, consequentemente, impossibilita a decisão sobre os méritos das medidas restritivas. Além disso, a duração destas medidas exige uma análise quanto ao cumprimento efetivo da obrigação de revisão periódica e à sua proporcionalidade. Embora o Tribunal de Justiça da União Europeia reconheça a necessidade equilibrar a segurança e a paz com a proteção dos direitos humanos, frequentemente prevalecem os valores da segurança e da paz sobre a proteção efetiva dos direitos humanos.
Autores principais:Veiga, Edleusa Soliane dos Reis da
Assunto:União Europeia Cláusulas restritivas Direitos humanos Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) Princípio da proporcionalidade Teses de mestrado - 2024 European Union Restrictive measures Human rights Court of Justice of the European Union Principle of proportionality
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As medidas restritivas adotadas pela União Europeia visam salvaguardar os valores da segurança e a paz internacional, mas frequentemente restringem direitos humanos. Em particular, as medidas restritivas de congelamento de bens interferem no direito de propriedade. A confidencialidade das informações relevantes para a defesa das pessoas sujeitas a estas medidas, por motivos de segurança nacional, obsta o exercício dos direitos de defesa, especialmente o direito à tutela jurisdicional efetiva. Isto impede o Tribunal de Justiça da União Europeia de aceder a esses elementos e, consequentemente, impossibilita a decisão sobre os méritos das medidas restritivas. Além disso, a duração destas medidas exige uma análise quanto ao cumprimento efetivo da obrigação de revisão periódica e à sua proporcionalidade. Embora o Tribunal de Justiça da União Europeia reconheça a necessidade equilibrar a segurança e a paz com a proteção dos direitos humanos, frequentemente prevalecem os valores da segurança e da paz sobre a proteção efetiva dos direitos humanos.