Publicação
Estudo de disfunções temporomandibulares em mulheres atletas de desportos de combate e a sua associação à tríade da mulher atleta
| Resumo: | Introdução: Devido ao contacto físico intencional ou acidental entre os jogadores, os desportos de contato são apontados como um fator etiológico no desenvolvimento de disfunções temporomandibulares (DTM). As atletas de competição têm maiores níveis de estresse fisiológico, tanto pela intensidade dos treinos, como também pelo estresse psicológico associado à preparação para uma competição. Associado ao estresse fisiológico e às exigentes categorias de peso, tornam-se comum as variações dos níveis de estrogénio. O estrogénio tem duplo efeito nas DTM pelo que associado ao tipo de desporto pode potenciar as DTM nas atletas. Objetivos: Averiguar a prevalência de DTM em mulheres atletas de combate e verificar a prevalência da síndrome de TMA nas atletas de combate de competição. Materiais e Métodos: Os dados foram recolhidos de forma presencial através de um questionário composto por 20 perguntas de resposta rápida (que incorporava critérios de diagnóstico para pesquisa das disfunções temporomandibulares (CDP/DTM)) e um exame observacional do tipo extra-oral e intra-oral. Resultados: A amostra do presente estudo foi constituída por 20 indivíduos, 10 atletas de competição e 10 atletas de manutenção. A maioria das atletas de competição teve ausência de DTM (80%), enquanto a maioria das atletas de manutenção apresentou ter grupo II de DTM (60%), não sendo, no entanto, uma diferença estatisticamente relevante (p=0,170). Nos dois grupos de participantes, o diagnóstico de bruxismo esteve maioritariamente ausente (Competição - 90%, Manutenção - 70%), pelo que o resultado não foi estatisticamente significativo (p=0,582). Não houve presença de cefaleia nesta amostra. Nenhuma das participantes na categoria de Atletas de competição teve um diagnóstico provável da síndrome de TMA. Conclusão: A associação entre o grau de competição de mulheres atletas de desportos de combate e a presença de sinais ou sintomas de DTM não é estatisticamente significativa; Não foi possível estabelecer um processo de causalidade entre a presença de DTM e a prática de desportos de combate tendo em conta as variáveis presentes e o tamanho da amostra. |
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| Autores principais: | Teófilo, Ana Alice Godinho |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2024 Saúde Oral |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Devido ao contacto físico intencional ou acidental entre os jogadores, os desportos de contato são apontados como um fator etiológico no desenvolvimento de disfunções temporomandibulares (DTM). As atletas de competição têm maiores níveis de estresse fisiológico, tanto pela intensidade dos treinos, como também pelo estresse psicológico associado à preparação para uma competição. Associado ao estresse fisiológico e às exigentes categorias de peso, tornam-se comum as variações dos níveis de estrogénio. O estrogénio tem duplo efeito nas DTM pelo que associado ao tipo de desporto pode potenciar as DTM nas atletas. Objetivos: Averiguar a prevalência de DTM em mulheres atletas de combate e verificar a prevalência da síndrome de TMA nas atletas de combate de competição. Materiais e Métodos: Os dados foram recolhidos de forma presencial através de um questionário composto por 20 perguntas de resposta rápida (que incorporava critérios de diagnóstico para pesquisa das disfunções temporomandibulares (CDP/DTM)) e um exame observacional do tipo extra-oral e intra-oral. Resultados: A amostra do presente estudo foi constituída por 20 indivíduos, 10 atletas de competição e 10 atletas de manutenção. A maioria das atletas de competição teve ausência de DTM (80%), enquanto a maioria das atletas de manutenção apresentou ter grupo II de DTM (60%), não sendo, no entanto, uma diferença estatisticamente relevante (p=0,170). Nos dois grupos de participantes, o diagnóstico de bruxismo esteve maioritariamente ausente (Competição - 90%, Manutenção - 70%), pelo que o resultado não foi estatisticamente significativo (p=0,582). Não houve presença de cefaleia nesta amostra. Nenhuma das participantes na categoria de Atletas de competição teve um diagnóstico provável da síndrome de TMA. Conclusão: A associação entre o grau de competição de mulheres atletas de desportos de combate e a presença de sinais ou sintomas de DTM não é estatisticamente significativa; Não foi possível estabelecer um processo de causalidade entre a presença de DTM e a prática de desportos de combate tendo em conta as variáveis presentes e o tamanho da amostra. |
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