Publicação
Hiperhomocisteinemia no AVC isquémico do jovem
| Resumo: | Doentes com níveis aumentados de homocisteína têm maior propensão para eventos vasculares antes dos 30 anos. No entanto, a literatura não demonstrou redução de eventos vasculares com a diminuição dos níveis de homocisteína e, na prática clínica, a determinação dos níveis de homocisteína em doentes jovens com acidente vascular cerebral (AVC) não é consensual. O objetivo deste trabalho foi avaliar a frequência com que a homocisteína é pedida no doente jovem internado por AVC isquémico e a frequência de doentes com níveis acima do cutoff (12,0 μmol/L). Efetuou-se um estudo observacional e retrospetivo num hospital terciário. Foram incluídos os doentes internados por AVC isquémico com idade inferior a 65 anos durante o período de 12 meses, tendo-se colhido informação através da consulta dos registos eletrónicos. No período de um ano, foram admitidos 850 doentes com o diagnóstico de AVC isquémico. Destes, 147 (17%) tinham menos de 65 anos e foram incluídos no presente estudo. A maioria dos doentes (71%) era do sexo masculino e a idade média era de 52,8±10,0 anos. O valor da homocisteína foi pedido a metade dos doentes (49%; n=72). Destes, 56,9% (n=41), tinham níveis aumentados (>12,0 μmol/L). Contudo, em apenas 4 doentes (8%) a hiperhomocisteinemia era o único fator de risco para doença cerebrovascular, tendo todos os doentes pelo menos um fator de risco adicional. Apesar da evidência atual, o valor da homocisteína foi solicitado em apenas metade dos doentes jovens com AVC. Ainda que estivesse frequentemente elevado, raramente era um fator de risco isolado ou modificador da atitude clínica. Por este motivo, considera-se que a avaliação deste marcador deve ser reservada para fins de investigação clínica. |
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| Autores principais: | Guerreiro, Laura Martins |
| Assunto: | Acidente vascular cerebral Acidente vascular cerebral isquémico Homocisteína |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Doentes com níveis aumentados de homocisteína têm maior propensão para eventos vasculares antes dos 30 anos. No entanto, a literatura não demonstrou redução de eventos vasculares com a diminuição dos níveis de homocisteína e, na prática clínica, a determinação dos níveis de homocisteína em doentes jovens com acidente vascular cerebral (AVC) não é consensual. O objetivo deste trabalho foi avaliar a frequência com que a homocisteína é pedida no doente jovem internado por AVC isquémico e a frequência de doentes com níveis acima do cutoff (12,0 μmol/L). Efetuou-se um estudo observacional e retrospetivo num hospital terciário. Foram incluídos os doentes internados por AVC isquémico com idade inferior a 65 anos durante o período de 12 meses, tendo-se colhido informação através da consulta dos registos eletrónicos. No período de um ano, foram admitidos 850 doentes com o diagnóstico de AVC isquémico. Destes, 147 (17%) tinham menos de 65 anos e foram incluídos no presente estudo. A maioria dos doentes (71%) era do sexo masculino e a idade média era de 52,8±10,0 anos. O valor da homocisteína foi pedido a metade dos doentes (49%; n=72). Destes, 56,9% (n=41), tinham níveis aumentados (>12,0 μmol/L). Contudo, em apenas 4 doentes (8%) a hiperhomocisteinemia era o único fator de risco para doença cerebrovascular, tendo todos os doentes pelo menos um fator de risco adicional. Apesar da evidência atual, o valor da homocisteína foi solicitado em apenas metade dos doentes jovens com AVC. Ainda que estivesse frequentemente elevado, raramente era um fator de risco isolado ou modificador da atitude clínica. Por este motivo, considera-se que a avaliação deste marcador deve ser reservada para fins de investigação clínica. |
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