Publicação
Desorientação espacial de causa vestibular na aviação
| Resumo: | Na ausência de patologia e em situações quotidianas, é expectável que os sistemas responsáveis pelo equilíbrio (vestibular, visual e propriocetivo) não entrem em conflito. No entanto, em voo a alteração dos referenciais do piloto, as acelerações e a força >1G, estimulam de forma diferente o ouvido interno, podendo levar a desorientação espacial (perda ou errada perceção da posição do avião) de causa vestibular. Algumas ilusões desencadeadas estão maioritariamente relacionadas com os canais semicirculares (detetam acelerações angulares), outras com os otólitos (sáculo e utrículo respondem a acelerações lineares, sendo suscetíveis às acelerações e a grandes forças G). Também a vertigem alternobárica (resultado de deficiente equalização de pressões na trompa de Eustáquio) e o enjoo de movimento causam desorientação. Os testes médicos de seleção dos novos pilotos excluem patologias do sistema vestibular, pelo que estas são geralmente respostas fisiológicas. Deste modo, o melhor treino para estas situações será o reconhecimento e adaptação: o briefing, o treino em voo, o uso de simuladores e da cadeira rotatória (CR) permitirão ao piloto reconhece-las, ignorar as suas perceções, e confiar mais nos instrumentos. Em caso de enjoo de movimento continuado, algumas técnicas de reabilitação vestibular podem ser uteis, como a CR com fixação e as provas optocinéticas. Estas têm também potencial para serem aplicadas na seleção e treino dos pilotos. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Ana Martins |
| Assunto: | Anatomia do sistema vestibular Ouvido interno Fisiologia do equilíbrio Pilotos Performance em voo Prova de Barany |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Na ausência de patologia e em situações quotidianas, é expectável que os sistemas responsáveis pelo equilíbrio (vestibular, visual e propriocetivo) não entrem em conflito. No entanto, em voo a alteração dos referenciais do piloto, as acelerações e a força >1G, estimulam de forma diferente o ouvido interno, podendo levar a desorientação espacial (perda ou errada perceção da posição do avião) de causa vestibular. Algumas ilusões desencadeadas estão maioritariamente relacionadas com os canais semicirculares (detetam acelerações angulares), outras com os otólitos (sáculo e utrículo respondem a acelerações lineares, sendo suscetíveis às acelerações e a grandes forças G). Também a vertigem alternobárica (resultado de deficiente equalização de pressões na trompa de Eustáquio) e o enjoo de movimento causam desorientação. Os testes médicos de seleção dos novos pilotos excluem patologias do sistema vestibular, pelo que estas são geralmente respostas fisiológicas. Deste modo, o melhor treino para estas situações será o reconhecimento e adaptação: o briefing, o treino em voo, o uso de simuladores e da cadeira rotatória (CR) permitirão ao piloto reconhece-las, ignorar as suas perceções, e confiar mais nos instrumentos. Em caso de enjoo de movimento continuado, algumas técnicas de reabilitação vestibular podem ser uteis, como a CR com fixação e as provas optocinéticas. Estas têm também potencial para serem aplicadas na seleção e treino dos pilotos. |
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