Publicação
Preparação de uma demonstração de bioequivalência de comprimidos de libertação imediata de furosemida
| Resumo: | A indústria de medicamentos genéricos tem-se desenvolvido de forma sustentada nos últimos anos, permitindo o acesso a cuidados de saúde à população com menores custos mas sem comprometer a qualidade e a segurança. Nesse sentido, a formulação de novos medicamentos genéricos está sujeita a uma monotorização das autoridades nacionais e internacionais de regulação do mercado que garantem essa mesma qualidade, segurança e eficácia de uma formulação genérica. Para garantir que um medicamento potencialmente se comporta do ponto de vista fisiológico e farmacocinético que um medicamento de referência é necessário que a aferição da bioequivalência se prove por meio de um ensaio clinico randomizado e exigente do ponto de vista clínico. Neste trabalho foi detalhado a produção de um projeto de estudo de biodisponibilidade de comprimidos de libertação imediata de furosemida a partir de um medicamento de referência muito usado na prática clínica e cuja sua bioequivalência com outras formulações genéricas tem sido muitas vezes colocada em causa, pela sua natureza enquanto fármaco com elevada variabilidade e uma hipotética formulação em teste. Foi elaborado um protocolo de investigação, em que foi escolhido a natureza do ensaio (crossover 2x2 duplamente cego), o número de voluntários e os critérios de inclusão no mesmo, os mecanismos de monotorização, a recolha de amostras biológicas e a obtenção dos parâmetros farmacocinéticos obrigatórios (AUC e Cmax). Nesse sentido, a pesquisa bibliográfica que permitiu chegar a um número de 41 voluntários distribuídos aleatoriamente pelos dois grupos de estudo, após uma análise cuidada do seu estado de saúde. Seguidamente procedeu-se à elaboração de um regime posológico em que cada voluntário é exposto a cada um dos fármacos com um período de interregno. As recolhas de plasma e urina ocorrem em períodos pré-estabelecidos, seguindo-se de seguida a sua análise estatística. Após a análise dos parâmetros obtidos e da caracterização das populações estudadas por análise de variância, os intervalos de razões com intervalo de confiança de 95% entre AUCteste/AUCreferência e Cmaxteste/Cmaxreferência foram respetivamente de 89-90,12% e 101,3-103,24%, o que permitiu conclui pela bioequivalência entre os dois fármacos. |
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| Autores principais: | Leite, Tiago Delgado |
| Assunto: | Furosemida Biodisponibilidade Bioequivalência Variabilidade intra e interindividual Mestrado Integrado - 2016 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A indústria de medicamentos genéricos tem-se desenvolvido de forma sustentada nos últimos anos, permitindo o acesso a cuidados de saúde à população com menores custos mas sem comprometer a qualidade e a segurança. Nesse sentido, a formulação de novos medicamentos genéricos está sujeita a uma monotorização das autoridades nacionais e internacionais de regulação do mercado que garantem essa mesma qualidade, segurança e eficácia de uma formulação genérica. Para garantir que um medicamento potencialmente se comporta do ponto de vista fisiológico e farmacocinético que um medicamento de referência é necessário que a aferição da bioequivalência se prove por meio de um ensaio clinico randomizado e exigente do ponto de vista clínico. Neste trabalho foi detalhado a produção de um projeto de estudo de biodisponibilidade de comprimidos de libertação imediata de furosemida a partir de um medicamento de referência muito usado na prática clínica e cuja sua bioequivalência com outras formulações genéricas tem sido muitas vezes colocada em causa, pela sua natureza enquanto fármaco com elevada variabilidade e uma hipotética formulação em teste. Foi elaborado um protocolo de investigação, em que foi escolhido a natureza do ensaio (crossover 2x2 duplamente cego), o número de voluntários e os critérios de inclusão no mesmo, os mecanismos de monotorização, a recolha de amostras biológicas e a obtenção dos parâmetros farmacocinéticos obrigatórios (AUC e Cmax). Nesse sentido, a pesquisa bibliográfica que permitiu chegar a um número de 41 voluntários distribuídos aleatoriamente pelos dois grupos de estudo, após uma análise cuidada do seu estado de saúde. Seguidamente procedeu-se à elaboração de um regime posológico em que cada voluntário é exposto a cada um dos fármacos com um período de interregno. As recolhas de plasma e urina ocorrem em períodos pré-estabelecidos, seguindo-se de seguida a sua análise estatística. Após a análise dos parâmetros obtidos e da caracterização das populações estudadas por análise de variância, os intervalos de razões com intervalo de confiança de 95% entre AUCteste/AUCreferência e Cmaxteste/Cmaxreferência foram respetivamente de 89-90,12% e 101,3-103,24%, o que permitiu conclui pela bioequivalência entre os dois fármacos. |
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