Publicação

Plantas medicinais com ação no sistema locomotor:

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A Espondilite Anquilosante é uma doença inflamatória crónica e hereditária, que apresenta uma grande diversidade de manifestações clínicas, afetando principalmente as articulações sacroilíacas, a coluna vertebral e as enteses, mas pode também afetar as articulações periféricas, como os joelhos e os ombros. Quando se trata de um estado avançado da doença, esta caracteriza-se pela fusão das articulações sacroilíacas e da coluna vertebral, o que resulta na perda progressiva do movimento da coluna. É uma doença que afeta tanto os homens como as mulheres, mas é mais prevalente nos homens. Apesar de não ter cura, os doentes recorrem à terapêutica farmacológica para alívio dos sintomas. No entanto, esta terapêutica apresenta alguns efeitos adversos associados e também tem a desvantagem dos medicamentos biológicos, que são muitas vezes utilizados, terem um custo elevado. Por isso, cada vez mais os doentes têm procurado alternativas à terapêutica convencional de forma a contornar estas problemáticas. Nesta monografia, procurou-se, numa primeira parte, abordar de forma sistematizada, a Espondilite Anquilosante, enquanto doença que afeta o Sistema Locomotor, clarificando a sua definição, contexto histórico, epidemiologia e custos associados, sinais e sintomas, fatores de risco, patogénese, terapêutica (não farmacológica e farmacológica), diagnóstico e prognóstico. Na segunda parte da monografia, encontra-se descrito o papel da fitoterapia no alívio das manifestações clínicas associadas à doença, como alternativa ou complemento da terapêutica farmacológica convencional. É feita uma introdução à legislação europeia e portuguesa da fitoterapia e, em seguida, são enfatizadas duas plantas medicinais, a Curcuma longa e o Sinomenium acutum, que demonstraram ter um papel inibitório ao nível dos mecanismos fisiológicos que conduzem à inflamação sendo, por isso, muito útil a sua administração ou aplicação. São também abordadas outras plantas que revelaram um papel promissor, no futuro, nesta doença, mas são necessários mais estudos para o comprovar. Cada vez mais, a fitoterapia tem sido utilizada, tendo o farmacêutico comunitário um papel importante na sensibilização dos utentes para este tipo de alternativas (na forma de suplementos alimentares, por exemplo), o que resulta numa diminuição dos custos e numa maior qualidade de vida para os utentes.
Autores principais:Nunes, Maria do Rosário Carvalho Alves
Assunto:Espondilite anquilosante Fitoterapia Plantas medicinais Sistema locomotor Mestrado integrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Espondilite Anquilosante é uma doença inflamatória crónica e hereditária, que apresenta uma grande diversidade de manifestações clínicas, afetando principalmente as articulações sacroilíacas, a coluna vertebral e as enteses, mas pode também afetar as articulações periféricas, como os joelhos e os ombros. Quando se trata de um estado avançado da doença, esta caracteriza-se pela fusão das articulações sacroilíacas e da coluna vertebral, o que resulta na perda progressiva do movimento da coluna. É uma doença que afeta tanto os homens como as mulheres, mas é mais prevalente nos homens. Apesar de não ter cura, os doentes recorrem à terapêutica farmacológica para alívio dos sintomas. No entanto, esta terapêutica apresenta alguns efeitos adversos associados e também tem a desvantagem dos medicamentos biológicos, que são muitas vezes utilizados, terem um custo elevado. Por isso, cada vez mais os doentes têm procurado alternativas à terapêutica convencional de forma a contornar estas problemáticas. Nesta monografia, procurou-se, numa primeira parte, abordar de forma sistematizada, a Espondilite Anquilosante, enquanto doença que afeta o Sistema Locomotor, clarificando a sua definição, contexto histórico, epidemiologia e custos associados, sinais e sintomas, fatores de risco, patogénese, terapêutica (não farmacológica e farmacológica), diagnóstico e prognóstico. Na segunda parte da monografia, encontra-se descrito o papel da fitoterapia no alívio das manifestações clínicas associadas à doença, como alternativa ou complemento da terapêutica farmacológica convencional. É feita uma introdução à legislação europeia e portuguesa da fitoterapia e, em seguida, são enfatizadas duas plantas medicinais, a Curcuma longa e o Sinomenium acutum, que demonstraram ter um papel inibitório ao nível dos mecanismos fisiológicos que conduzem à inflamação sendo, por isso, muito útil a sua administração ou aplicação. São também abordadas outras plantas que revelaram um papel promissor, no futuro, nesta doença, mas são necessários mais estudos para o comprovar. Cada vez mais, a fitoterapia tem sido utilizada, tendo o farmacêutico comunitário um papel importante na sensibilização dos utentes para este tipo de alternativas (na forma de suplementos alimentares, por exemplo), o que resulta numa diminuição dos custos e numa maior qualidade de vida para os utentes.