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Relação entre a percepção da infância e o papel parental em famílias pobres

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente investigação pretende explorar a relação entre as significações relativas à infância e as representações sobre os papéis parentais em famílias pobres, tendo como base a importância fulcral do papel parental para estas famílias. Assim, para a análise de dados, recorreu-se a uma metodologia baseada na Grounded Theory, tendose isolado categorias relativas às infâncias dos participantes (homens e mulheres), e aos papéis parentais (pais e mães). Os resultados reafirmam os dados de estudos anteriores, de que o papel parental assume uma importância crucial para a definição pessoal dos pais. Relativamente à infância, identificam-se dois grupos, um grupo que conota a infância de forma positiva, e um grupo que conota a infância de uma forma negativa. A análise dos dados sugere que a percepção negativa da infância pode ser uma das causas desta centração nas funções parentais. Além disso, a existência de infâncias conotadas de forma positiva põe em evidência a presença de recursos e competências nas famílias pobres, que devem assim ser valorizados.
Autores principais:Roxo, Luís Filipe de Almeida
Assunto:Parentalidade Famílias pobres Grounded theory Teses de mestrado
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente investigação pretende explorar a relação entre as significações relativas à infância e as representações sobre os papéis parentais em famílias pobres, tendo como base a importância fulcral do papel parental para estas famílias. Assim, para a análise de dados, recorreu-se a uma metodologia baseada na Grounded Theory, tendose isolado categorias relativas às infâncias dos participantes (homens e mulheres), e aos papéis parentais (pais e mães). Os resultados reafirmam os dados de estudos anteriores, de que o papel parental assume uma importância crucial para a definição pessoal dos pais. Relativamente à infância, identificam-se dois grupos, um grupo que conota a infância de forma positiva, e um grupo que conota a infância de uma forma negativa. A análise dos dados sugere que a percepção negativa da infância pode ser uma das causas desta centração nas funções parentais. Além disso, a existência de infâncias conotadas de forma positiva põe em evidência a presença de recursos e competências nas famílias pobres, que devem assim ser valorizados.