Publicação

O Estado e o modelo organizacional público - estudo de caso.

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A procura instável e diversificada que despontou após os anos sessenta provocou importantes alterações a nível empresarial. No sector privado as organizações passaram a orientar a sua actividade para a qualidade e flexibilidade, colocando as exigências do cliente em posição prioritária face ao preço dos produtos. A produção em série tão apta à utilização dos métodos clássicos de gestão, onde se insere a teoria burocrática, caminha para o seu fim, muna altura em que os consumidores exigem cada vez mais diferenciação. A origem da crise dos referidos métodos advém das visíveis contradições entre a rigidez das técnicas c dos processos c a indiscutível variabilidade da procura. A própria estrutura das organizações sofre alterações substanciais, passando de formas hierarquizadas e burocráticas a formas mais descentralizadas e planas, orientadas para a autonomia dos recursos humanos e para a flexibilidade. O presente trabalho desenvolve do ponto de vista teórico os conceitos c as características associadas à organização burocrática, fazendo uma ponte entre estas e as consequências do modelo burocrático face ao actual contexto sócio-eccxiómico. Partindo do senso comum de que a organização pública é uma organização do tipo burocrático, é realizada uma análise crítica das características da Administração Pública portuguesa c dos principais esforços no sentido de efectuar uma verdadeira reforma administrativa do Estado. Procede-se a um estudo de caso numa organização pública portuguesa com o objectivo de verificar a existência do modelo burocrático e da sua conformidade com o modelo originalmente definido pelos autores clássicos.
Autores principais:Franco, Graciete Rosa Calado Afonso Matias
Assunto:burocracia modelo burocrático Estado Administração Pública avaliação de desempenho reforma administrativa Bureaucracy Bureaucratic Model Government Public Administration Government Reform Job Evaluation
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A procura instável e diversificada que despontou após os anos sessenta provocou importantes alterações a nível empresarial. No sector privado as organizações passaram a orientar a sua actividade para a qualidade e flexibilidade, colocando as exigências do cliente em posição prioritária face ao preço dos produtos. A produção em série tão apta à utilização dos métodos clássicos de gestão, onde se insere a teoria burocrática, caminha para o seu fim, muna altura em que os consumidores exigem cada vez mais diferenciação. A origem da crise dos referidos métodos advém das visíveis contradições entre a rigidez das técnicas c dos processos c a indiscutível variabilidade da procura. A própria estrutura das organizações sofre alterações substanciais, passando de formas hierarquizadas e burocráticas a formas mais descentralizadas e planas, orientadas para a autonomia dos recursos humanos e para a flexibilidade. O presente trabalho desenvolve do ponto de vista teórico os conceitos c as características associadas à organização burocrática, fazendo uma ponte entre estas e as consequências do modelo burocrático face ao actual contexto sócio-eccxiómico. Partindo do senso comum de que a organização pública é uma organização do tipo burocrático, é realizada uma análise crítica das características da Administração Pública portuguesa c dos principais esforços no sentido de efectuar uma verdadeira reforma administrativa do Estado. Procede-se a um estudo de caso numa organização pública portuguesa com o objectivo de verificar a existência do modelo burocrático e da sua conformidade com o modelo originalmente definido pelos autores clássicos.