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O contributo da avaliação formativa no ensino e aprendizagem no estudo de equações de 1º grau no 7º ano de escolaridade

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Resumo:Este trabalho de cariz investigativo procurou estudar o contributo da avaliação formativa no ensino e aprendizagem do tópico matemático das equações de 1.º grau no 7.º ano de escolaridade. Nesse sentido, propus-me a investigar de que forma este processo de avaliação contribui para a superação das dificuldades mais comuns no ensino e aprendizagem das equações e da álgebra, que capacidade de autoavaliação têm os alunos do 7.º ano de escolaridade, e ainda, como encaram os processos de autoavaliação e a avaliação formativa. Este estudo teve por base uma proposta didática da unidade de ensino das equações do 1.º grau, introduzida durante o 3.º período do ano letivo de 2021/2022. Os participantes deste estudo foram 31 alunos de uma turma do 7.º ano do Colégio de S. Tomás. Foram introduzidas 6 tarefas ao longo das 9 aulas que constituíram a intervenção letiva, privilegiando-se o trabalho cooperativo entre alunos. Além disso, para avaliar os contributos das práticas de avaliação formativa, introduzi instrumentos tendo em vista promover a comunicação professor-aluno, a partir sobretudo do feedback escrito partilhado nas resoluções das tarefas, e o desenvolvimento das capacidades de autoavaliação dos alunos, relativamente aos conteúdos matemáticos e aprendizagens realizadas. A recolha de dados contemplou observação direta, recolha das resoluções escritas das tarefas propostas aos alunos, realização de um questionário final e entrevistas a quatro alunos selecionados. A análise da experiência letiva e das informações obtidas destacou a importância da recolha documental para efeitos de regulação tanto do processo de aprendizagem como do processo de ensino. Por um lado, o feedback escrito apoia a consolidação das aprendizagens, fornecendo sugestões de melhoria e correção, assim como dá orientações para o trabalho autónomo do aluno. Por outro lado, a análise do trabalho realizado em aula permite que o professor regule os seus planos e intervenções nas aulas seguintes tendo em conta a informação obtida sobre as dificuldades evidenciadas, as estratégias preferidas pelos alunos ou os conteúdos que necessitam de mais atenção.
Autores principais:Azeredo, Carlos Maria Blanco de Brito e Cunha de
Assunto:Avaliação formativa Auto-avaliação Matemática Equações algébricas Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este trabalho de cariz investigativo procurou estudar o contributo da avaliação formativa no ensino e aprendizagem do tópico matemático das equações de 1.º grau no 7.º ano de escolaridade. Nesse sentido, propus-me a investigar de que forma este processo de avaliação contribui para a superação das dificuldades mais comuns no ensino e aprendizagem das equações e da álgebra, que capacidade de autoavaliação têm os alunos do 7.º ano de escolaridade, e ainda, como encaram os processos de autoavaliação e a avaliação formativa. Este estudo teve por base uma proposta didática da unidade de ensino das equações do 1.º grau, introduzida durante o 3.º período do ano letivo de 2021/2022. Os participantes deste estudo foram 31 alunos de uma turma do 7.º ano do Colégio de S. Tomás. Foram introduzidas 6 tarefas ao longo das 9 aulas que constituíram a intervenção letiva, privilegiando-se o trabalho cooperativo entre alunos. Além disso, para avaliar os contributos das práticas de avaliação formativa, introduzi instrumentos tendo em vista promover a comunicação professor-aluno, a partir sobretudo do feedback escrito partilhado nas resoluções das tarefas, e o desenvolvimento das capacidades de autoavaliação dos alunos, relativamente aos conteúdos matemáticos e aprendizagens realizadas. A recolha de dados contemplou observação direta, recolha das resoluções escritas das tarefas propostas aos alunos, realização de um questionário final e entrevistas a quatro alunos selecionados. A análise da experiência letiva e das informações obtidas destacou a importância da recolha documental para efeitos de regulação tanto do processo de aprendizagem como do processo de ensino. Por um lado, o feedback escrito apoia a consolidação das aprendizagens, fornecendo sugestões de melhoria e correção, assim como dá orientações para o trabalho autónomo do aluno. Por outro lado, a análise do trabalho realizado em aula permite que o professor regule os seus planos e intervenções nas aulas seguintes tendo em conta a informação obtida sobre as dificuldades evidenciadas, as estratégias preferidas pelos alunos ou os conteúdos que necessitam de mais atenção.