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Rastreio da infeção por CMV na grávida : deve ser implementado em Portugal?
| Resumo: | O Citomegalovírus (CMV) é a principal causa de infeção congénita em todo mundo e consequentemente de défices sensoriais e neuronais nas crianças. As sequelas mais frequentes são a surdez neurossensorial, a retinite, o atraso no desenvolvimento psicomotor e a paralisia cerebral. O objetivo deste trabalho é concluir sobre a oportunidade de implementar um rastreio sistemático para a infeção por CMV na grávida em Portugal. A elaboração desta revisão sistemática resulta de uma pesquisa baseada em artigos científicos de 2016, 2017 e 2018, bem como jornais e websites médicos, segundo as palavras-chave CMV, transmission, pregnancy, amniocentesis, prophylaxis e screening. Hoje em dia, têm sido estudados fármacos para controlar ou até mesmo prevenir a infeção congénita por CMV. Apesar de resultados promissores, ainda é prematura a utilização destes tratamentos na grávida por não estar ainda estabelecida a sua eficácia e segurança. Por outro lado, as medidas de higiene têm demonstrado reduzir significativamente a taxa de transmissão materno-fetal (TMF). Também em Portugal, o impacto da infeção por CMV em recém-nascidos (RN) releva a importância do seu atempado diagnóstico e célere tratamento. O rastreio sistemático permite a deteção precoce dos casos de infeção em RNs, nomeadamente, nos assintomáticos, viabilizando a instituição do seu tratamento em fase inicial, evitando assim, com elevada probabilidade, o desenvolvimento de sequelas permanentes. No entanto, os elevados custos e os potenciais efeitos adversos existentes, nomeadamente com os procedimentos e tratamentos na gravidez, têm alimentado a polémica quanto à instalação do rastreio com carácter massificado. Em suma, apesar da existência de fortes indícios que levam à implementação deste rastreio de forma sistemática, os dados disponíveis não são ainda definitivos para a sua concretização. Mas, tornam premente a realização de um estudo de custo-efetividade em Portugal, que permita clarificar os reais benefícios a esperar da implementação do rastreio universal. |
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| Autores principais: | Paupério, Maria Beatriz Azevedo |
| Assunto: | Citomegalovírus Transmissão Gravidez Amniocentese Profilaxia Rastreio |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O Citomegalovírus (CMV) é a principal causa de infeção congénita em todo mundo e consequentemente de défices sensoriais e neuronais nas crianças. As sequelas mais frequentes são a surdez neurossensorial, a retinite, o atraso no desenvolvimento psicomotor e a paralisia cerebral. O objetivo deste trabalho é concluir sobre a oportunidade de implementar um rastreio sistemático para a infeção por CMV na grávida em Portugal. A elaboração desta revisão sistemática resulta de uma pesquisa baseada em artigos científicos de 2016, 2017 e 2018, bem como jornais e websites médicos, segundo as palavras-chave CMV, transmission, pregnancy, amniocentesis, prophylaxis e screening. Hoje em dia, têm sido estudados fármacos para controlar ou até mesmo prevenir a infeção congénita por CMV. Apesar de resultados promissores, ainda é prematura a utilização destes tratamentos na grávida por não estar ainda estabelecida a sua eficácia e segurança. Por outro lado, as medidas de higiene têm demonstrado reduzir significativamente a taxa de transmissão materno-fetal (TMF). Também em Portugal, o impacto da infeção por CMV em recém-nascidos (RN) releva a importância do seu atempado diagnóstico e célere tratamento. O rastreio sistemático permite a deteção precoce dos casos de infeção em RNs, nomeadamente, nos assintomáticos, viabilizando a instituição do seu tratamento em fase inicial, evitando assim, com elevada probabilidade, o desenvolvimento de sequelas permanentes. No entanto, os elevados custos e os potenciais efeitos adversos existentes, nomeadamente com os procedimentos e tratamentos na gravidez, têm alimentado a polémica quanto à instalação do rastreio com carácter massificado. Em suma, apesar da existência de fortes indícios que levam à implementação deste rastreio de forma sistemática, os dados disponíveis não são ainda definitivos para a sua concretização. Mas, tornam premente a realização de um estudo de custo-efetividade em Portugal, que permita clarificar os reais benefícios a esperar da implementação do rastreio universal. |
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