Publicação
Carcinoma de células escamosas da conjuntiva : caso clínico
| Resumo: | Introdução: O espectro de alterações neoplásicas da conjuntiva é variado, sendo os tumores de origem epitelial dos mais comuns atualmente. Dentro destes tumores destaca-se o conjunto de alterações denominado ocular surface squamous cell carcinoma (OSSN), que se inicia com as denominadas lesões pré-cancerosas, displasia e carcinoma in situ, entidades conhecidas como conjunctival intraepithelial neoplasia (CIN), sendo que quando estas rompem a membrana basal e adquirem potencial invasivo e metastático surge o carcinoma de células escamosas invasivo da conjuntiva. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo o estudo do carcinoma de células escamosas e dos fatores de risco associados ao seu desenvolvimento através da análise de um caso clínico de um homem de raça negra com lesões neoplásicas conjuntivais recorrentes. Caso Clínico: Doente de 61 anos, sexo masculino, raça africana, com antecedentes pessoais de SIDA e exposição solar marcada. Em 2010 foi diagnosticado com CCE in situ da conjuntiva no OE, excisado em Janeiro de 2010 com recorrência passados 3 meses e nova excisão. Foi referenciado para o HSM no final de 2013 por CCE invasivo da orbita esquerda com origem na conjuntiva do OE (T4N0M0) tendo feito RT. Na primeira consulta no HSM foi detetado novo CCE in situ, agora no OD para o qual realizou quimioterapia tópica com Mitomicina seguido de excisão cirúrgica, com aparente resolução. Em 2014 surgem no OD lesões compatíveis com displasia de alto grau, que foram excisadas totalmente. Conclusões: A infeção por HIV e exposição solar marcada estão entre os fatores de risco mais importantes para a OSSN, sendo que doentes HIV+ apresentam rápida progressão da doença, uma taxa de recorrências maior e uma pior resposta ao tratamento. Estes doente devem portanto ser seguidos atentamente já que deteção precoce destas recorrências permitem atuação rápida com bons prognósticos. O tratamento da OSSN assenta principalmente na excisão cirúrgica das lesões, podendo ser associada a outras terapias adjuvantes. |
|---|---|
| Autores principais: | Matos, Manuel Ricardo Ribeiro Gavina de, 1991- |
| Assunto: | Carcinoma de células escamosas Conjuntiva Neoplasias da conjuntiva Oftalmologia |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O espectro de alterações neoplásicas da conjuntiva é variado, sendo os tumores de origem epitelial dos mais comuns atualmente. Dentro destes tumores destaca-se o conjunto de alterações denominado ocular surface squamous cell carcinoma (OSSN), que se inicia com as denominadas lesões pré-cancerosas, displasia e carcinoma in situ, entidades conhecidas como conjunctival intraepithelial neoplasia (CIN), sendo que quando estas rompem a membrana basal e adquirem potencial invasivo e metastático surge o carcinoma de células escamosas invasivo da conjuntiva. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo o estudo do carcinoma de células escamosas e dos fatores de risco associados ao seu desenvolvimento através da análise de um caso clínico de um homem de raça negra com lesões neoplásicas conjuntivais recorrentes. Caso Clínico: Doente de 61 anos, sexo masculino, raça africana, com antecedentes pessoais de SIDA e exposição solar marcada. Em 2010 foi diagnosticado com CCE in situ da conjuntiva no OE, excisado em Janeiro de 2010 com recorrência passados 3 meses e nova excisão. Foi referenciado para o HSM no final de 2013 por CCE invasivo da orbita esquerda com origem na conjuntiva do OE (T4N0M0) tendo feito RT. Na primeira consulta no HSM foi detetado novo CCE in situ, agora no OD para o qual realizou quimioterapia tópica com Mitomicina seguido de excisão cirúrgica, com aparente resolução. Em 2014 surgem no OD lesões compatíveis com displasia de alto grau, que foram excisadas totalmente. Conclusões: A infeção por HIV e exposição solar marcada estão entre os fatores de risco mais importantes para a OSSN, sendo que doentes HIV+ apresentam rápida progressão da doença, uma taxa de recorrências maior e uma pior resposta ao tratamento. Estes doente devem portanto ser seguidos atentamente já que deteção precoce destas recorrências permitem atuação rápida com bons prognósticos. O tratamento da OSSN assenta principalmente na excisão cirúrgica das lesões, podendo ser associada a outras terapias adjuvantes. |
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