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Terapias Biológicas no Tratamento do Cancro:

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As terapias biológicas são uma abordagem terapêutica em ascensão e a compreensão do papel do sistema imunitário sobre os tumores veio permitir o desenvolvimento desta abordagem para o tratamento do cancro. O cancro da mama é uma neoplasia maligna com elevada incidência e mortalidade, sendo a principal causa de morte nas mulheres em todo o mundo. Durante muitos anos, o cancro da mama foi considerado um tipo de tumor pouco imunogénico, razão pela qual a sua suscetibilidade para terapêuticas imunológicas não era investigada. No entanto, os dados mais recentes e os avanços na investigação tornaram evidente que certos tumores mamários, em especial o cancro da mama Triplo Negativo, são fortemente infiltrados por células imunes, o que veio revelar o papel ativo do sistema imunológico no reconhecimento, tratamento e prevenção do cancro da mama. Desde então iniciou-se uma forte investigação nesta área. Esta monografia recai sobre as abordagens de imunoterapia mais promissoras para o cancro da mama, sendo elas vacinas, inibidores de checkpoint imunológicos e a transferência de células T adotivas. É discutida a sua eficácia terapêutica demonstrada em diversos ensaios clínicos, alguns com resultados significativos e promissores. No entanto, é também destacada a segurança como um contínuo desafio, em grande parte devido à toxicidade autoimune. Dado a elevada capacidade de adaptação das células cancerígenas e mecanismos de fuga ao sistema imunitário e a eficácia limitada da imunoterapia quando utilizada em monoterapia, acredita-se que o futuro da terapêutica do cancro da mama será a combinação de diversas terapêuticas que envolvam diferentes vias para atingir o microambiente tumoral. Os esforços aplicados na investigação destas terapêuticas culminaram já na aprovação pela Food and Drug Administration do pembrolizumab em combinação com quimioterapia para o tratamento do cancro da mama triplo negativo. Existe ainda um longo caminho a percorrer, mas os resultados já alcançados direcionam o futuro do tratamento do cancro da mama para as terapias biológicas.
Autores principais:Martinho, Mariana Soares
Assunto:Terapias biológicas Cancro da mama Vacinas Inibidores de checkpoint Transferência de células T adotivas Mestrado integrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As terapias biológicas são uma abordagem terapêutica em ascensão e a compreensão do papel do sistema imunitário sobre os tumores veio permitir o desenvolvimento desta abordagem para o tratamento do cancro. O cancro da mama é uma neoplasia maligna com elevada incidência e mortalidade, sendo a principal causa de morte nas mulheres em todo o mundo. Durante muitos anos, o cancro da mama foi considerado um tipo de tumor pouco imunogénico, razão pela qual a sua suscetibilidade para terapêuticas imunológicas não era investigada. No entanto, os dados mais recentes e os avanços na investigação tornaram evidente que certos tumores mamários, em especial o cancro da mama Triplo Negativo, são fortemente infiltrados por células imunes, o que veio revelar o papel ativo do sistema imunológico no reconhecimento, tratamento e prevenção do cancro da mama. Desde então iniciou-se uma forte investigação nesta área. Esta monografia recai sobre as abordagens de imunoterapia mais promissoras para o cancro da mama, sendo elas vacinas, inibidores de checkpoint imunológicos e a transferência de células T adotivas. É discutida a sua eficácia terapêutica demonstrada em diversos ensaios clínicos, alguns com resultados significativos e promissores. No entanto, é também destacada a segurança como um contínuo desafio, em grande parte devido à toxicidade autoimune. Dado a elevada capacidade de adaptação das células cancerígenas e mecanismos de fuga ao sistema imunitário e a eficácia limitada da imunoterapia quando utilizada em monoterapia, acredita-se que o futuro da terapêutica do cancro da mama será a combinação de diversas terapêuticas que envolvam diferentes vias para atingir o microambiente tumoral. Os esforços aplicados na investigação destas terapêuticas culminaram já na aprovação pela Food and Drug Administration do pembrolizumab em combinação com quimioterapia para o tratamento do cancro da mama triplo negativo. Existe ainda um longo caminho a percorrer, mas os resultados já alcançados direcionam o futuro do tratamento do cancro da mama para as terapias biológicas.