Publicação
Evolução da ansiedade e dos mecanismos de defesa ao longo da gravidez
| Resumo: | Nos dias de hoje, o ciclo de vida dos seres humanos ó alvo de investigações e tentativas de controlo cada vez mais aperfeiçoadas. Paralelamente, a vivência psicológica da gestação e dos estados de infertilidade, reprodução e procriação ocupa um lugar cada vez mais importante nos estudos que visam aperfeiçoar as unidades globais de saúde e de protecção social da mulher grávida, do nascituro e da família que acolhe no seu seio um recém- nascido. No estudo que agora encetamos, centrar-nos-emos, sobretudo, no estudo dos recursos psicológicos que permitem uma evolução saudável da grávida, da jovem mãe e da família em que se integra. Interessa-nos aclarar os elementos facilitadores da boa resolução adaptativa neste momento crítico da vida, que facilitam uma interacção adequada entre as necessidades evolutivas do bebé e as capacidades estruturantes da organização familiar. Desejando delimitar o problema, propusemo-nos estudar a forma como os mecanismos de defesa e a ansiedade evoluem durante a gravidez. Estas dimensões foram escolhidas a partir da prospecção sumária que fizemos neste campo e dos instrumentos de pesquisa à nossa disposição. Na nossa opinião, a utilidade desta proposta ;de estudo deveria ser extensível à elucidação de outras questões da mulher grávida. Por exemplo, parece importante esclarecer porquê determinadas mulheres revelam todas as condições fisiológicas necessárias para a gravidez e não conseguem reproduzir? Ou porquê determinadas mulheres têm uma gravidez serena e sem complicações e apresentam dificuldades graves no trabalho de parto? Porquê algumas se deprimem após o trabalho de parto e outras não? E ainda, porquê algumas jovens mães têm tantas dificuldades em se organizarem na relação precoce mãe-filho sem que, para isso, se evidenciem motivos biológicos e sociais. (...) |
|---|---|
| Autores principais: | Justo, João |
| Assunto: | Psicologia clínica Tratamento e prevenção Patologia psicossomática Maternidade Gravidez Ansiedade Mecanismos de defesa Adolescentes Teses de doutoramento - 1995 |
| Ano: | 1994 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Nos dias de hoje, o ciclo de vida dos seres humanos ó alvo de investigações e tentativas de controlo cada vez mais aperfeiçoadas. Paralelamente, a vivência psicológica da gestação e dos estados de infertilidade, reprodução e procriação ocupa um lugar cada vez mais importante nos estudos que visam aperfeiçoar as unidades globais de saúde e de protecção social da mulher grávida, do nascituro e da família que acolhe no seu seio um recém- nascido. No estudo que agora encetamos, centrar-nos-emos, sobretudo, no estudo dos recursos psicológicos que permitem uma evolução saudável da grávida, da jovem mãe e da família em que se integra. Interessa-nos aclarar os elementos facilitadores da boa resolução adaptativa neste momento crítico da vida, que facilitam uma interacção adequada entre as necessidades evolutivas do bebé e as capacidades estruturantes da organização familiar. Desejando delimitar o problema, propusemo-nos estudar a forma como os mecanismos de defesa e a ansiedade evoluem durante a gravidez. Estas dimensões foram escolhidas a partir da prospecção sumária que fizemos neste campo e dos instrumentos de pesquisa à nossa disposição. Na nossa opinião, a utilidade desta proposta ;de estudo deveria ser extensível à elucidação de outras questões da mulher grávida. Por exemplo, parece importante esclarecer porquê determinadas mulheres revelam todas as condições fisiológicas necessárias para a gravidez e não conseguem reproduzir? Ou porquê determinadas mulheres têm uma gravidez serena e sem complicações e apresentam dificuldades graves no trabalho de parto? Porquê algumas se deprimem após o trabalho de parto e outras não? E ainda, porquê algumas jovens mães têm tantas dificuldades em se organizarem na relação precoce mãe-filho sem que, para isso, se evidenciem motivos biológicos e sociais. (...) |
|---|