Publicação
A prevâlencia da obesidade nos alunos dos 3º e 4º anos do 1º ciclo das escolas do agrupamento D. Carlos I, em Sintra
| Resumo: | Inserido no âmbito do IV Mestrado de Saúde Escolar da Faculdade Medicina da Universidade de Lisboa, efectuou-se um estudo com o objectivo de determinar a prevalência de obesidade das crianças do 3.º e 4.º ano do 1.º ciclo, das escolas do Agrupamento D. Carlos I em Sintra, bem como enquadrar o papel da escola e entidade de saúde pública local na prevenção deste problema. De um total de 218 alunos de 11 turmas em 6 escolas do Agrupamento D. Carlos I em Sintra, foram avaliados 112 alunos de ambos os sexos. Desta amostragem, 53,6% eram rapazes e 46,4% eram raparigas, com idades compreendidas entre os 8 e 11 anos, sendo a média de idade de 9 anos. Foram também entrevistados os 11 professores dos alunos inquiridos e um elemento da equipa de saúde escolar do Centro de Saúde local. Os dados foram recolhidos através de avaliação de valores antropométricos (peso, altura e índice de massa corporal) de forma directa; aplicação de um questionário sobre hábitos alimentares e actividade física; entrevista semi-estruturada efectuada aos professores dos alunos intervenientes neste estudo e ao profissional de saúde da equipa de saúde escolar responsável pelas escolas deste agrupamento. O IMC foi calculado com base no peso e altura, determinados directamente pela autora e enquadrados nas respectivas categorias de percentil IMC/Idade definidas pela OMS de acordo com critérios estudados por Cole, T. (2000). A prevalência de obesidade e de pré-obesidade encontrada neste estudo foi de 14% e 25%, respectivamente. A soma das duas é mais elevada nos rapazes que nas raparigas, 47% e 31%, respectivamente. A prevalência de obesidade é elevada nas crianças de 9 e 10 anos, com valores na ordem dos 37%. Em relação à pré-obesidade, estes valores quase duplicam, atingindo os 64%, nas crianças com 9 anos. Os resultados obtidos são ligeiramente mais elevados que os encontrados em estudos semelhantes a nível nacional, europeu e mesmo nos EUA. Este estudo revela ainda alguns hábitos alimentares preocupantes: não realização da refeição a meio da manhã e ingestão de bolos, refrigerantes, batatas fritas. Revela ainda que há consumo de uma grande quantidade de gorduras e também um não especial apreço por legumes, principalmente em crianças com prevalência de pré obesidade e obesidade. Relativamente aos hábitos de actividade física, verificou-se que estas crianças não têm o hábito de andar a pé ou de bicicleta. Há também uma elevada percentagem de sedentarismo, com 68% de crianças com pré-obesidade a gastarem entre duas a quatro horas ou mais em actividades como: ver televisão, jogar playstation ou computador. A actuação dos professores e profissionais de saúde manifesta algumas diferenças. Estas recaem essencialmente na planificação, que o profissional de saúde refere fazer em cooperação com as escolas, mas com pouca significância (0,9%). Na abordagem metodológica de formação, o profissional do Centro de Saúde usa estratégias mais dinâmicas e em cooperação com outros elementos extra-Centro de Saúde (17,4%), enquanto os professores utilizam uma abordagem metodológica de formação mais isolada. O profissional de saúde refere mais sugestões metodológicas que os professores (28% e 16,4%, respectivamente), assim como dá mais importância à avaliação da formação que os professores (17,3% e 10,3%, respectivamente). Ambos revelam semelhante nível de preocupação nas dificuldades sentidas na abordagem metodológica, e com valores relativamente elevados (13,5% para os professores e 12% para o profissional de saúde). |
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| Autores principais: | Câmara, Paula Cristina Dionísio de Oliveira, 1967- |
| Assunto: | Obesidade Criança Saúde escolar Sintra (Portugal) Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Inserido no âmbito do IV Mestrado de Saúde Escolar da Faculdade Medicina da Universidade de Lisboa, efectuou-se um estudo com o objectivo de determinar a prevalência de obesidade das crianças do 3.º e 4.º ano do 1.º ciclo, das escolas do Agrupamento D. Carlos I em Sintra, bem como enquadrar o papel da escola e entidade de saúde pública local na prevenção deste problema. De um total de 218 alunos de 11 turmas em 6 escolas do Agrupamento D. Carlos I em Sintra, foram avaliados 112 alunos de ambos os sexos. Desta amostragem, 53,6% eram rapazes e 46,4% eram raparigas, com idades compreendidas entre os 8 e 11 anos, sendo a média de idade de 9 anos. Foram também entrevistados os 11 professores dos alunos inquiridos e um elemento da equipa de saúde escolar do Centro de Saúde local. Os dados foram recolhidos através de avaliação de valores antropométricos (peso, altura e índice de massa corporal) de forma directa; aplicação de um questionário sobre hábitos alimentares e actividade física; entrevista semi-estruturada efectuada aos professores dos alunos intervenientes neste estudo e ao profissional de saúde da equipa de saúde escolar responsável pelas escolas deste agrupamento. O IMC foi calculado com base no peso e altura, determinados directamente pela autora e enquadrados nas respectivas categorias de percentil IMC/Idade definidas pela OMS de acordo com critérios estudados por Cole, T. (2000). A prevalência de obesidade e de pré-obesidade encontrada neste estudo foi de 14% e 25%, respectivamente. A soma das duas é mais elevada nos rapazes que nas raparigas, 47% e 31%, respectivamente. A prevalência de obesidade é elevada nas crianças de 9 e 10 anos, com valores na ordem dos 37%. Em relação à pré-obesidade, estes valores quase duplicam, atingindo os 64%, nas crianças com 9 anos. Os resultados obtidos são ligeiramente mais elevados que os encontrados em estudos semelhantes a nível nacional, europeu e mesmo nos EUA. Este estudo revela ainda alguns hábitos alimentares preocupantes: não realização da refeição a meio da manhã e ingestão de bolos, refrigerantes, batatas fritas. Revela ainda que há consumo de uma grande quantidade de gorduras e também um não especial apreço por legumes, principalmente em crianças com prevalência de pré obesidade e obesidade. Relativamente aos hábitos de actividade física, verificou-se que estas crianças não têm o hábito de andar a pé ou de bicicleta. Há também uma elevada percentagem de sedentarismo, com 68% de crianças com pré-obesidade a gastarem entre duas a quatro horas ou mais em actividades como: ver televisão, jogar playstation ou computador. A actuação dos professores e profissionais de saúde manifesta algumas diferenças. Estas recaem essencialmente na planificação, que o profissional de saúde refere fazer em cooperação com as escolas, mas com pouca significância (0,9%). Na abordagem metodológica de formação, o profissional do Centro de Saúde usa estratégias mais dinâmicas e em cooperação com outros elementos extra-Centro de Saúde (17,4%), enquanto os professores utilizam uma abordagem metodológica de formação mais isolada. O profissional de saúde refere mais sugestões metodológicas que os professores (28% e 16,4%, respectivamente), assim como dá mais importância à avaliação da formação que os professores (17,3% e 10,3%, respectivamente). Ambos revelam semelhante nível de preocupação nas dificuldades sentidas na abordagem metodológica, e com valores relativamente elevados (13,5% para os professores e 12% para o profissional de saúde). |
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