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Inteligência emocional e bem-estar académico : papel mediador do afeto positivo e do afeto negativo dos estudantes de medicina

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Considerando as evidências do impacto que a Inteligência Emocional (IE) tem ao nível da vertente negativa e positiva do bem-estar académico, o burnout e o engagement, respetivamente, e as elevadas exigências de trabalho a que os estudantes de medicina se encontram sujeitos, o presente estudo procura investigar a relação entre a IE e as duas vertentes do bem-estar académico junto destes estudantes, e analisar o seu papel enquanto fonte de recursos emocionais associados negativamente ao burnout e positivamente ao engagement. Concretamente, foi analisada a relação direta da IE com o burnout e o engagement, bem como o papel mediador do afeto positivo e do afeto negativo nessa relação. Para tal, foi aplicado um questionário onde estavam incluídas as escalas de medida de IE, do burnout, do engagement, do afeto positivo e do afeto negativo, a uma amostra de 487 estudantes de medicina. Os resultados demonstraram uma relação negativa entre a IE e o burnout, e uma relação positiva entre a IE e o engagement. No que concerne ambas as dimensões da variável humor, de um modo geral, os resultados confirmaram o seu papel mediador na relação entre a IE e ambas as vertentes do bem-estar académico. Especificamente, o afeto positivo encontrou suporte nos resultados enquanto mediador da relação da IE com o burnout e o engagement. Relativamente ao afeto negativo não foi comprovado o seu papel mediador na relação da IE e o burnout e, embora no caso da relação entre a IE e o engagement se tenha verificado essa mediação, esta não ocorreu na direção esperada. Em suma, a presente investigação aponta para importância da IE enquanto recurso e fonte de recursos emocionas, especificamente de afeto positivo, que impede não só os estudantes de medicina de experienciar atitudes cínicas para com o trabalho, e consequentemente de desenvolver burnout, como influência positivamente o engagement.
Autores principais:Viana, Bianca de Sá
Assunto:Inteligência emocional Burnout Engagement Afetividade (Psicologia) Estudantes de medicina Teses de mestrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Considerando as evidências do impacto que a Inteligência Emocional (IE) tem ao nível da vertente negativa e positiva do bem-estar académico, o burnout e o engagement, respetivamente, e as elevadas exigências de trabalho a que os estudantes de medicina se encontram sujeitos, o presente estudo procura investigar a relação entre a IE e as duas vertentes do bem-estar académico junto destes estudantes, e analisar o seu papel enquanto fonte de recursos emocionais associados negativamente ao burnout e positivamente ao engagement. Concretamente, foi analisada a relação direta da IE com o burnout e o engagement, bem como o papel mediador do afeto positivo e do afeto negativo nessa relação. Para tal, foi aplicado um questionário onde estavam incluídas as escalas de medida de IE, do burnout, do engagement, do afeto positivo e do afeto negativo, a uma amostra de 487 estudantes de medicina. Os resultados demonstraram uma relação negativa entre a IE e o burnout, e uma relação positiva entre a IE e o engagement. No que concerne ambas as dimensões da variável humor, de um modo geral, os resultados confirmaram o seu papel mediador na relação entre a IE e ambas as vertentes do bem-estar académico. Especificamente, o afeto positivo encontrou suporte nos resultados enquanto mediador da relação da IE com o burnout e o engagement. Relativamente ao afeto negativo não foi comprovado o seu papel mediador na relação da IE e o burnout e, embora no caso da relação entre a IE e o engagement se tenha verificado essa mediação, esta não ocorreu na direção esperada. Em suma, a presente investigação aponta para importância da IE enquanto recurso e fonte de recursos emocionas, especificamente de afeto positivo, que impede não só os estudantes de medicina de experienciar atitudes cínicas para com o trabalho, e consequentemente de desenvolver burnout, como influência positivamente o engagement.