Publicação
Alterações ecocardiográficas associadas ao esforço isométrico por preensão manual na insuficiência mitral secundária
| Resumo: | Introdução: A insuficiência mitral secundária (IMS) é uma patologia com importante prevalência e associada a significativa morbi-mortalidade. É, também, uma doença dinâmica. Estudos anteriores já avançaram com contributos para o estudo desta patologia em contexto de esforço, documentando uma relação do agravamento ecocardiográfico da insuficiência valvular durante o exercício com maiores morbilidade e mortalidade. As recomendações actuais para a abordagem terapêutica reconhecem dúvidas quanto à capacidade da intervenção valvular para modificar o prognóstico. Considerando que o ecocardiograma de esforço poderá desempenhar um papel na triagem de doentes para intervenção, interessa caracterizar melhor as alterações que sucedem no esforço e documentar o seu poder preditor da resposta à intervenção. Este estudo pretende contribuir para essa caracterização, comparando as alterações ecocardiográficas no esforço de doentes com miocardipatia dilatada não isquémica (MCDNI) e doentes com cardiopatia isquémica (CI). Métodos e resultados: Na fase piloto do estudo, reuniu-se uma amostra de 8 doentes com IMS associada a MCDNI. Aplicou-se um protocolo de esforço isométrico por preensão manual e procedeu-se a uma avaliação ecocardiográfica durante o esforço. Foi analisada a velocidade máxima do jacto regurgitante em esforço (m= 3.75 m/s; s= ± 0.5 m/s) para estimar o tamanho da amostra necessário para mostrar um aumento de 20% (a= 0.05; 1- b= 0.95) no subgrupo com CI quando comparado com o subgrupo da MCDNI, chegandose a um tamanho de amostra total necessário de 24 participantes, 12 em cada subgrupo. Conclusões: O estudo será continuado, com inclusão de mais 16 participantes, de forma a alcançar o tamanho de amostra calculado. Os subgrupos serão comparados quanto à velocidade do jacto regurgitante máximo, raio PISA, área do orifício regurgitante efectivo, volume regurgitante e volumes ventriculares telessistólico e telediastólico no estado de esforço e em análise que considere as alterações verificadas no estado de esforço face ao estado de repouso. |
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| Autores principais: | Sousa, Maria Teresa Cabral das Neves Reynolds de |
| Assunto: | Insuficiência mitral secundária Esforço isométrico Ecocardiograma de esforço Preensão manual Cardiologia |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A insuficiência mitral secundária (IMS) é uma patologia com importante prevalência e associada a significativa morbi-mortalidade. É, também, uma doença dinâmica. Estudos anteriores já avançaram com contributos para o estudo desta patologia em contexto de esforço, documentando uma relação do agravamento ecocardiográfico da insuficiência valvular durante o exercício com maiores morbilidade e mortalidade. As recomendações actuais para a abordagem terapêutica reconhecem dúvidas quanto à capacidade da intervenção valvular para modificar o prognóstico. Considerando que o ecocardiograma de esforço poderá desempenhar um papel na triagem de doentes para intervenção, interessa caracterizar melhor as alterações que sucedem no esforço e documentar o seu poder preditor da resposta à intervenção. Este estudo pretende contribuir para essa caracterização, comparando as alterações ecocardiográficas no esforço de doentes com miocardipatia dilatada não isquémica (MCDNI) e doentes com cardiopatia isquémica (CI). Métodos e resultados: Na fase piloto do estudo, reuniu-se uma amostra de 8 doentes com IMS associada a MCDNI. Aplicou-se um protocolo de esforço isométrico por preensão manual e procedeu-se a uma avaliação ecocardiográfica durante o esforço. Foi analisada a velocidade máxima do jacto regurgitante em esforço (m= 3.75 m/s; s= ± 0.5 m/s) para estimar o tamanho da amostra necessário para mostrar um aumento de 20% (a= 0.05; 1- b= 0.95) no subgrupo com CI quando comparado com o subgrupo da MCDNI, chegandose a um tamanho de amostra total necessário de 24 participantes, 12 em cada subgrupo. Conclusões: O estudo será continuado, com inclusão de mais 16 participantes, de forma a alcançar o tamanho de amostra calculado. Os subgrupos serão comparados quanto à velocidade do jacto regurgitante máximo, raio PISA, área do orifício regurgitante efectivo, volume regurgitante e volumes ventriculares telessistólico e telediastólico no estado de esforço e em análise que considere as alterações verificadas no estado de esforço face ao estado de repouso. |
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