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Políticas de saúde e gestão da medicação no Idoso

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Portugal, assim como outros países da Europa, tem vindo a registar nas últimas décadas transformações demográficas significativas. Neste sentido, a problemática do envelhecimento populacional e as suas consequências ao nível da saúde têm despertado alguma preocupação, uma vez que a transição epidemiológica, aliada ao aumento do número de idosos, representa um desafio para a saúde pública. A gestão da medicação tem sido reconhecida como uma importante função quotidiana essencial para uma vida segura e independente de todos aqueles que tomam medicamentos. Consequentemente, as alterações decorrentes da idade e que afetam a capacidade funcional física, a acuidade sensorial e a cognição, juntamente com a complexidade dos regimes terapêuticos, podem potencialmente dificultar a gestão da medicação para alguns idosos. Importa, por isso, avaliar a capacidade de gestão da medicação por parte dos indivíduos, através de ferramentas desenvolvidas para o efeito. A capacidade de autogestão da medicação pode ser, assim, utilizada como guia para intervenções direcionadas, com vista a promover o uso correto e seguro dos medicamentos pelos idosos. Além disso, muitos desfechos adversos do ponto de vista da saúde podem ser evitáveis se forem tomadas medidas adequadas para lidar com os vários fatores de risco e otimizar a capacidade de gestão da medicação e a adesão à terapêutica. A par disso, um verdadeiro compromisso de investimento no envelhecimento ativo e saudável deve ser transversal e vertido em todas as políticas sectoriais, de modo a prevenir doenças, promover a saúde, manter a capacidade e a habilidade funcional dos idosos pelo maior período de tempo possível. Neste sentido, em matéria do envelhecimento ativo e saudável, Portugal deve estar comprometido em aumentar a capacidade funcional das pessoas idosas, através da formulação de políticas, planos e estratégias de intervenção específicas a serem desenvolvidas pelos diferentes sectores da sociedade. Só assim se poderá perspetivar uma sociedade onde o processo de envelhecimento ao longo do ciclo de vida venha a conferir elevados níveis de saúde, bem-estar, qualidade de vida e realização pessoal à população idosa e na qual todos vivenciem um envelhecimento ativo, digno e saudável.
Autores principais:Martinho, Mafalda Lourenço
Assunto:Envelhecimento saudável Avaliação geriátrica Capacidade funcional Gestão da medicação Políticas de saúde Mestrado integrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Portugal, assim como outros países da Europa, tem vindo a registar nas últimas décadas transformações demográficas significativas. Neste sentido, a problemática do envelhecimento populacional e as suas consequências ao nível da saúde têm despertado alguma preocupação, uma vez que a transição epidemiológica, aliada ao aumento do número de idosos, representa um desafio para a saúde pública. A gestão da medicação tem sido reconhecida como uma importante função quotidiana essencial para uma vida segura e independente de todos aqueles que tomam medicamentos. Consequentemente, as alterações decorrentes da idade e que afetam a capacidade funcional física, a acuidade sensorial e a cognição, juntamente com a complexidade dos regimes terapêuticos, podem potencialmente dificultar a gestão da medicação para alguns idosos. Importa, por isso, avaliar a capacidade de gestão da medicação por parte dos indivíduos, através de ferramentas desenvolvidas para o efeito. A capacidade de autogestão da medicação pode ser, assim, utilizada como guia para intervenções direcionadas, com vista a promover o uso correto e seguro dos medicamentos pelos idosos. Além disso, muitos desfechos adversos do ponto de vista da saúde podem ser evitáveis se forem tomadas medidas adequadas para lidar com os vários fatores de risco e otimizar a capacidade de gestão da medicação e a adesão à terapêutica. A par disso, um verdadeiro compromisso de investimento no envelhecimento ativo e saudável deve ser transversal e vertido em todas as políticas sectoriais, de modo a prevenir doenças, promover a saúde, manter a capacidade e a habilidade funcional dos idosos pelo maior período de tempo possível. Neste sentido, em matéria do envelhecimento ativo e saudável, Portugal deve estar comprometido em aumentar a capacidade funcional das pessoas idosas, através da formulação de políticas, planos e estratégias de intervenção específicas a serem desenvolvidas pelos diferentes sectores da sociedade. Só assim se poderá perspetivar uma sociedade onde o processo de envelhecimento ao longo do ciclo de vida venha a conferir elevados níveis de saúde, bem-estar, qualidade de vida e realização pessoal à população idosa e na qual todos vivenciem um envelhecimento ativo, digno e saudável.