Publicação
Continuous renal replacement therapy in pediatric shock : a single-center experience
| Resumo: | Introdução: Nas unidades de cuidados intensivos pediátricos (UCIP), a principal abordagem dialítica na lesão renal aguda (LRA) são as técnicas contínuas de substituição renal (TCSR). Contudo, a escassa informação atual não permite formular orientações face às mesmas. Neste estudo, são descritas (1) as características dos doentes; (2) a prescrição de TCSR; (3) mortalidade e as associações entre as características e mortalidade; (4) e determinam-se os resultados renais no primeiro ano após alta. Métodos: Estudo retrospetivo, incluindo doentes elegíveis a TCSR na UCIP (Janeiro 2007 – Janeiro 2022). A TCSR foi descrita e a LRA foi definida recorrendo aos critérios de débito urinário e/ou creatinina sérica das definições pRIFLE e AKIN. Foram realizados o teste Cochran-Armitage para avaliar as relações entre definições de LRA, e as correlações ponto-bisserial e Kendall-τb para determinar fatores de risco associados a mortalidade. A doença renal crónica foi estabelecida através da definição KDIGO. Significância estatística a 0,05. Resultados: Foram incluídos 18 doentes (masculino 61,1%, recém-nascido 16,6%). 15 doentes apresentaram choque séptico, 2 apresentaram choque hipovolémico e 1 apresentou choque cardiogénico. 1/3 necessitou de oxigenação por membrana extracorporal. TCSR realizada foi a hemodiafiltração veno-venosa contínua (HDFVVC). Tipicamente, a HDFVVC foi iniciada em oligúria; associada a via venosa jugular interna (50%) ou femoral (50%), e anticoagulação com heparina (50%). 83,3% das LRA foram identificadas nos primeiros 7 dias de admissão. 77,8% das LRA eram graves. A taxa de mortalidade foi 61,1%. 57% obtiveram seguimento, mas apenas um doente (14%) foi seguido pela nefrologia pediátrica. Conclusão: 61,1% das crianças não sobreviveram. A LRA foi sistematicamente identificada, refletindo boas práticas. A maioria foi classificada com LRA grave. Considera-se então, fundamental o seguimento após eventos de LRAPalavras-chave: criança, técnicas contínuas com TCSR, de forma a melhorar os cuidados renais. |
|---|---|
| Autores principais: | Morais, Marco António Benjamim |
| Assunto: | Criança Técnicas contínuas de substituição renal Choque Lesão renal aguda Seguimento Pediatria |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Nas unidades de cuidados intensivos pediátricos (UCIP), a principal abordagem dialítica na lesão renal aguda (LRA) são as técnicas contínuas de substituição renal (TCSR). Contudo, a escassa informação atual não permite formular orientações face às mesmas. Neste estudo, são descritas (1) as características dos doentes; (2) a prescrição de TCSR; (3) mortalidade e as associações entre as características e mortalidade; (4) e determinam-se os resultados renais no primeiro ano após alta. Métodos: Estudo retrospetivo, incluindo doentes elegíveis a TCSR na UCIP (Janeiro 2007 – Janeiro 2022). A TCSR foi descrita e a LRA foi definida recorrendo aos critérios de débito urinário e/ou creatinina sérica das definições pRIFLE e AKIN. Foram realizados o teste Cochran-Armitage para avaliar as relações entre definições de LRA, e as correlações ponto-bisserial e Kendall-τb para determinar fatores de risco associados a mortalidade. A doença renal crónica foi estabelecida através da definição KDIGO. Significância estatística a 0,05. Resultados: Foram incluídos 18 doentes (masculino 61,1%, recém-nascido 16,6%). 15 doentes apresentaram choque séptico, 2 apresentaram choque hipovolémico e 1 apresentou choque cardiogénico. 1/3 necessitou de oxigenação por membrana extracorporal. TCSR realizada foi a hemodiafiltração veno-venosa contínua (HDFVVC). Tipicamente, a HDFVVC foi iniciada em oligúria; associada a via venosa jugular interna (50%) ou femoral (50%), e anticoagulação com heparina (50%). 83,3% das LRA foram identificadas nos primeiros 7 dias de admissão. 77,8% das LRA eram graves. A taxa de mortalidade foi 61,1%. 57% obtiveram seguimento, mas apenas um doente (14%) foi seguido pela nefrologia pediátrica. Conclusão: 61,1% das crianças não sobreviveram. A LRA foi sistematicamente identificada, refletindo boas práticas. A maioria foi classificada com LRA grave. Considera-se então, fundamental o seguimento após eventos de LRAPalavras-chave: criança, técnicas contínuas com TCSR, de forma a melhorar os cuidados renais. |
|---|