Publicação
Barotrauma do ouvido interno no mergulho
| Resumo: | O mergulho tem-se tornado uma atividade cada vez mais popular, com o aumento do número de praticantes nas últimas décadas. No entanto, não é uma prática isenta de riscos. Cerca de 80% das lesões relacionadas com esta atividade são atribuídas à cabeça e pescoço e destas 64,6% ao ouvido. Nesta exposição, será abordado o barotrauma do ouvido interno, uma condição rara mas com particular importância pela sua gravidade. Esta condição inclui a fístula perilinfática, a rotura das membranas intralabirínticas e a hemorragia do ouvido interna. Muitas vezes associada ao barotrauma do ouvido médio, apresenta-se com uma clínica exuberante e incapacitante, nomeadamente défices auditivos e vertigens graves, necessitando de tratamento rápido e adequado para evitar complicações. Dentro destas, a fístula perilinfática será mais desenvolvida por ser a etiologia mais comum, sendo o gold-standard do seu diagnóstico e tratamento uma timpanotomia exploratória. A presença de disfunção tubária corresponde ao fator de risco mais importante para o desenvolvimento de barotrauma do ouvido interno. Assim, a prevenção tem bastante relevo através dos ensinamentos das várias manobras de equalização de pressão e do cumprimento de algumas premissas para puder ou não mergulhar. Idealmente todos os mergulhadores deveriam ter uma consulta de medicina desportiva antes de começarem a prática desta atividade. Os clínicos, nomeadamente os especialistas em Otorrinolaringologia (ORL) e em medicina desportiva, devem dominar esta matéria pela sua particular gravidade e possível surdez neurossensorial permanente. |
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| Autores principais: | Aguiar, André António Mimoso |
| Assunto: | Ouvido interno Mergulho Barotrauma do ouvido interno Fístula perilinfática Disfunção da trompa de Eustáquio Otorrinolaringologia |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O mergulho tem-se tornado uma atividade cada vez mais popular, com o aumento do número de praticantes nas últimas décadas. No entanto, não é uma prática isenta de riscos. Cerca de 80% das lesões relacionadas com esta atividade são atribuídas à cabeça e pescoço e destas 64,6% ao ouvido. Nesta exposição, será abordado o barotrauma do ouvido interno, uma condição rara mas com particular importância pela sua gravidade. Esta condição inclui a fístula perilinfática, a rotura das membranas intralabirínticas e a hemorragia do ouvido interna. Muitas vezes associada ao barotrauma do ouvido médio, apresenta-se com uma clínica exuberante e incapacitante, nomeadamente défices auditivos e vertigens graves, necessitando de tratamento rápido e adequado para evitar complicações. Dentro destas, a fístula perilinfática será mais desenvolvida por ser a etiologia mais comum, sendo o gold-standard do seu diagnóstico e tratamento uma timpanotomia exploratória. A presença de disfunção tubária corresponde ao fator de risco mais importante para o desenvolvimento de barotrauma do ouvido interno. Assim, a prevenção tem bastante relevo através dos ensinamentos das várias manobras de equalização de pressão e do cumprimento de algumas premissas para puder ou não mergulhar. Idealmente todos os mergulhadores deveriam ter uma consulta de medicina desportiva antes de começarem a prática desta atividade. Os clínicos, nomeadamente os especialistas em Otorrinolaringologia (ORL) e em medicina desportiva, devem dominar esta matéria pela sua particular gravidade e possível surdez neurossensorial permanente. |
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