Publicação

Análise da resposta imunitária celular à Leishmania sp. em murganhos tratados e vacinados

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A compreensão das respostas imunológicas associadas à susceptibilidade ou à resistência do hospedeiro à infecção por Leishmania é fundamental para o desenvolvimento de ferramentas imunoprofiláticas (vacinas), e para a implementação de novos compostos terapêuticos, mais eficazes e menos tóxicos, tornando o controlo da leishmaniose mais eficiente. A compreensão da resposta imunitária celular desenvolvida no modelo animal roedor (Mus musculus) através da determinação do padrão de expressão de citocinas pelos linfócitos T CD4+ e CD8+, permitiu-nos analisar o tipo de resposta imunitária (Th1, Th2, Th3 ou Th17; Tc1 ou Tc2) que poderá ser desenvolvida, e relacioná-la com a carga parasitária presente nos órgãos onde leishmania se multiplica (consoante a espécie). Neste trabalho, avaliou-se a actividade terapêutica de dois novos compostos sintéticos (TFL 6 e TFL7) no tratamento da infecção por L. infantum, e o efeito imunoprotector (vacinação) de três fracções proteicas (High, Inter e Low) e de duas proteínas recombinantes, ciclofilina A e Superóxido dismutase (CifA e SOD) na leishmaniose cutânea do novo mundo e na leishmaniose visceral zoonótica, respectivamente. Ambos os compostos induziram redução da carga parasitária, no entanto os animais tratados com o TFL6 não sofreram alterações na resposta imunitária celular em relação ao grupo controlo, enquanto que o TFL7 induziu o desenvolvimento de uma resposta regulatória com níveis elevados de IL-10. As fracções Inter e Low induziram uma acentuada redução da multiplicação de L. shawi na derme, acompanhada por uma resposta imunitária do tipo Th1 associada à resistência à infecção. A proteína recombinante CifA impediu o estabelecimento da infecção por L. infantum e induziu o desenvolvimento de uma resposta citotóxica. Este trabalho incentiva a continuação de estudos no desenvolvimento de potenciais vacinas e novos fármacos para o controlo das várias formas clínicas de leishmaniose.
Autores principais:Gato, Maria Inês Correia Vale de
Assunto:Parasitas Imunologia Leishmaniose Teses de mestrado - 2010
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A compreensão das respostas imunológicas associadas à susceptibilidade ou à resistência do hospedeiro à infecção por Leishmania é fundamental para o desenvolvimento de ferramentas imunoprofiláticas (vacinas), e para a implementação de novos compostos terapêuticos, mais eficazes e menos tóxicos, tornando o controlo da leishmaniose mais eficiente. A compreensão da resposta imunitária celular desenvolvida no modelo animal roedor (Mus musculus) através da determinação do padrão de expressão de citocinas pelos linfócitos T CD4+ e CD8+, permitiu-nos analisar o tipo de resposta imunitária (Th1, Th2, Th3 ou Th17; Tc1 ou Tc2) que poderá ser desenvolvida, e relacioná-la com a carga parasitária presente nos órgãos onde leishmania se multiplica (consoante a espécie). Neste trabalho, avaliou-se a actividade terapêutica de dois novos compostos sintéticos (TFL 6 e TFL7) no tratamento da infecção por L. infantum, e o efeito imunoprotector (vacinação) de três fracções proteicas (High, Inter e Low) e de duas proteínas recombinantes, ciclofilina A e Superóxido dismutase (CifA e SOD) na leishmaniose cutânea do novo mundo e na leishmaniose visceral zoonótica, respectivamente. Ambos os compostos induziram redução da carga parasitária, no entanto os animais tratados com o TFL6 não sofreram alterações na resposta imunitária celular em relação ao grupo controlo, enquanto que o TFL7 induziu o desenvolvimento de uma resposta regulatória com níveis elevados de IL-10. As fracções Inter e Low induziram uma acentuada redução da multiplicação de L. shawi na derme, acompanhada por uma resposta imunitária do tipo Th1 associada à resistência à infecção. A proteína recombinante CifA impediu o estabelecimento da infecção por L. infantum e induziu o desenvolvimento de uma resposta citotóxica. Este trabalho incentiva a continuação de estudos no desenvolvimento de potenciais vacinas e novos fármacos para o controlo das várias formas clínicas de leishmaniose.