Publicação
Ortorexia nervosa em estudantes universitários
| Resumo: | Introdução: A ortorexia nervosa é definida como uma obsessão por uma alimentação saudável. O seu conceito ainda é relativamente recente e não está formalmente reconhecida como uma doença psiquiátrica pela DSM-V (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5º edition) ou CID-11 (Classificação Internacional de Doenças). Objetivos: Os objetivos deste trabalho são averiguar a prevalência de ON numa amostra de estudantes da Universidade de Lisboa e identificar quais os preditores do desenvolvimento de ON. Material e Métodos: Uma amostra de 198 estudantes universitários dos curso de ciências da nutrição, medicina e direito responderam a um questionário online. O nível de atividade física foi reportado pelo Questionário Internacional da Atividade Física (IPAQ), a ingestão alimentar pelo Questionário da Frequência do Consumo Alimentar (QFA), e a prevalência da ortorexia nervosa pelo Questionário ORTO-15. Para associações entre variáveis foram utilizados os testes do qui-quadro e t-student. Resultados: A prevalência de ON na amostra total foi de 38,4%. Para cada curso a prevalência foi de: ciências da nutrição (33,3%), medicina (42,5%), direito (35,7%). Não foram encontradas diferenças significativas para as variáveis idade, sexo, IMC, consumo de álcool, tabaco, suplementos alimentares e curso frequentado. Ao analisar os grupos extremos consoante o nível de atividade física, ou seja, o nível de atividade física baixo e o nível de atividade física alto, constatou-se uma associação significativa (p=0,026). Quem não apresenta ON consome, em média, mais gordura saturada, colesterol, sódio e álcool. Encontrou-se uma associação significativa entre alguns nutrientes e a ON, nomeadamente o consumo de fibra total (p=0,046), folato (p=0,030), vitamina C (p=0,042) e ainda alguns ácidos gordos. Conclusão: O presente estudo contribuiu com a identificação de algumas características da ingestão alimentar de indivíduos com ortorexia nervosa. São necessários mais trabalhos de investigação científica para compreender a etiologia da ortorexia nervosa, os seus preditores bem como os grupos e/ou populações de risco. |
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| Autores principais: | Marques, Laura Pereira |
| Assunto: | Ortorexia nervosa ORTO-15 Estudantes de nutrição Estudantes universitários Ingestão alimentar Teses de mestrado - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A ortorexia nervosa é definida como uma obsessão por uma alimentação saudável. O seu conceito ainda é relativamente recente e não está formalmente reconhecida como uma doença psiquiátrica pela DSM-V (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5º edition) ou CID-11 (Classificação Internacional de Doenças). Objetivos: Os objetivos deste trabalho são averiguar a prevalência de ON numa amostra de estudantes da Universidade de Lisboa e identificar quais os preditores do desenvolvimento de ON. Material e Métodos: Uma amostra de 198 estudantes universitários dos curso de ciências da nutrição, medicina e direito responderam a um questionário online. O nível de atividade física foi reportado pelo Questionário Internacional da Atividade Física (IPAQ), a ingestão alimentar pelo Questionário da Frequência do Consumo Alimentar (QFA), e a prevalência da ortorexia nervosa pelo Questionário ORTO-15. Para associações entre variáveis foram utilizados os testes do qui-quadro e t-student. Resultados: A prevalência de ON na amostra total foi de 38,4%. Para cada curso a prevalência foi de: ciências da nutrição (33,3%), medicina (42,5%), direito (35,7%). Não foram encontradas diferenças significativas para as variáveis idade, sexo, IMC, consumo de álcool, tabaco, suplementos alimentares e curso frequentado. Ao analisar os grupos extremos consoante o nível de atividade física, ou seja, o nível de atividade física baixo e o nível de atividade física alto, constatou-se uma associação significativa (p=0,026). Quem não apresenta ON consome, em média, mais gordura saturada, colesterol, sódio e álcool. Encontrou-se uma associação significativa entre alguns nutrientes e a ON, nomeadamente o consumo de fibra total (p=0,046), folato (p=0,030), vitamina C (p=0,042) e ainda alguns ácidos gordos. Conclusão: O presente estudo contribuiu com a identificação de algumas características da ingestão alimentar de indivíduos com ortorexia nervosa. São necessários mais trabalhos de investigação científica para compreender a etiologia da ortorexia nervosa, os seus preditores bem como os grupos e/ou populações de risco. |
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