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Caracterização em elementos minerais de ervas aromáticas secas existentes no mercado nacional

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Resumo:No presente estudo, pretendeu-se estudar a composição em elementos químicos (Cu, Zn, Fe, Mn, Na, K, Ca, Mg, P, S, V, Li, Co, Cd, Pb, Cr, Sn, Ni, Ba e As) de sete espécies de ervas aromáticas secas (cebolinho, coentros, louro, manjericão, orégãos, salsa e tomilho) disponíveis no mercado nacional e amplamente utilizadas na gastronomia Portuguesa. Para além dos elementos que são micronutrientes essenciais, nesta caracterização foram também determinados elementos tóxicos (Cd, Pb, As, Sn) de forma a avaliar a sua eventual presença nestes produtos vegetais, dado que estes podem ser prejudiciais à saúde humana. O trabalho compreendeu a realização de determinações analíticas ao conteúdo mineral das amostras por ICP-AES, por forma a quantificar a presença dos elementos químicos nas amostras. Os valores sugerem que vários fatores influenciam a composição mineral das ervas aromáticas: espécie, proveniência e modo de cultivo. Os resultados indicaram que o teor médio da maioria dos elementos foi superior no manjericão. As amostras de coentros e orégãos, de origem alemã, revelaram teores significativamente mais elevados para alguns elementos, em comparação com as de outras proveniências. O modo de cultivo biológico revelou-se determinante para o teor de certos elementos químicos. No cebolinho biológico observou-se um teor significativamente superior de Ba, em salsa biológica concentrações significativamente superiores de Fe e K e inferiores em Na, no manjericão biológico um teor significativamente mais reduzido de V e em tomilho verificou-se a prevalência de teores superiores de K em tomilho biológico, ainda que as diferenças não tenham sido significativas. Após uma comparação com os dados bibliográficos, verificou-se que, na generalidade, os valores obtidos foram semelhantes com os presentes na literatura. Relativamente aos elementos Cd e Pb, os resultados foram comparados com os limites existentes no Regulamento (CE) nº 1881/2006 e foram inferiores aos legislados em ambos os elementos.
Autores principais:Vala, Mariana de Sousa
Assunto:EPT ICP-AES coentros salsa manjericão PTE coriander parsley basil
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No presente estudo, pretendeu-se estudar a composição em elementos químicos (Cu, Zn, Fe, Mn, Na, K, Ca, Mg, P, S, V, Li, Co, Cd, Pb, Cr, Sn, Ni, Ba e As) de sete espécies de ervas aromáticas secas (cebolinho, coentros, louro, manjericão, orégãos, salsa e tomilho) disponíveis no mercado nacional e amplamente utilizadas na gastronomia Portuguesa. Para além dos elementos que são micronutrientes essenciais, nesta caracterização foram também determinados elementos tóxicos (Cd, Pb, As, Sn) de forma a avaliar a sua eventual presença nestes produtos vegetais, dado que estes podem ser prejudiciais à saúde humana. O trabalho compreendeu a realização de determinações analíticas ao conteúdo mineral das amostras por ICP-AES, por forma a quantificar a presença dos elementos químicos nas amostras. Os valores sugerem que vários fatores influenciam a composição mineral das ervas aromáticas: espécie, proveniência e modo de cultivo. Os resultados indicaram que o teor médio da maioria dos elementos foi superior no manjericão. As amostras de coentros e orégãos, de origem alemã, revelaram teores significativamente mais elevados para alguns elementos, em comparação com as de outras proveniências. O modo de cultivo biológico revelou-se determinante para o teor de certos elementos químicos. No cebolinho biológico observou-se um teor significativamente superior de Ba, em salsa biológica concentrações significativamente superiores de Fe e K e inferiores em Na, no manjericão biológico um teor significativamente mais reduzido de V e em tomilho verificou-se a prevalência de teores superiores de K em tomilho biológico, ainda que as diferenças não tenham sido significativas. Após uma comparação com os dados bibliográficos, verificou-se que, na generalidade, os valores obtidos foram semelhantes com os presentes na literatura. Relativamente aos elementos Cd e Pb, os resultados foram comparados com os limites existentes no Regulamento (CE) nº 1881/2006 e foram inferiores aos legislados em ambos os elementos.