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Cidade, casa, equipamento

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Resumo:Neste Projeto Final de Mestrado, pretende-se estudar soluções de desenvolvimento organizado e faseado de Santo António do Príncipe, uma cidade que apresenta caraterísticas de ter parado no tempo. A cidade contém duas tipologias de traçado, sendo o seu início e fim marcados pela independência da colónia. A tipologia de cidade colonial, nos dias de hoje, encontra- se degradada e ao abandono, com o crescimento da população deixa de conseguir responder à necessidade de habitações, e com isto, origina-se uma segunda tipologia de cidade, a pós-colonial, desorganizada e sem acesso a infraestruturas básicas. Tendo em conta este quadro, pretende-se realizar uma proposta que responda às necessidades e carências da cidade atual, sempre com a perspetiva do seu crescimento constante. Deste modo, o projeto constitui- se numa proposta de intervenção, um plano urbano para toda a cidade. Apesar do abundante Turismo Científico presente na ilha, a inexistência de equipamentos de apoio à investigação surge como uma das necessidades para o crescimento desta área e, por sua vez, da economia interna da ilha. A proposta desenvolvida teve em consideração não só os edifícios de referência para a população, mas também a necessidade de, a partir de recursos naturais da ilha, reinventar a arquitetura vernacular, segundo os costumes da população, procurando integrá-los no desenho das novas estruturas e no ambiente tropical em que se insere. Na verdade, a Ilha do Príncipe, sendo o primeiro território a ser reconhecido, pela UNESCO, como Património Mundial da Biodiversidade, apresenta uma elevada responsabilidade na preservação e conservação de todo o território. O Centro de Conservação da Biodiversidade proposto, em concordância com a proposta de um parque urbano, é apresentado como uma solução que expande e conecta o Obô e a cidade. Este equipamento pretende proporcionar melhores condições à investigação e, por sua vez, à integração e participação da comunidade nesta causa. Resultará no crescimento do turismo científico, que, por sua vez, vai contribuir com as suas vantagens económicas inerentes, bem como para o aumento do conhecimento da população local sobre o tema da conservação.
Autores principais:Cardoso, Marcelo Borges
Assunto:Santo António do Príncipe Arquitetura tropical Habitação Centro de conservação Flexibilidade Santo António of Prince Island Tropical architecture Housing Conservation center Flexibility
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Neste Projeto Final de Mestrado, pretende-se estudar soluções de desenvolvimento organizado e faseado de Santo António do Príncipe, uma cidade que apresenta caraterísticas de ter parado no tempo. A cidade contém duas tipologias de traçado, sendo o seu início e fim marcados pela independência da colónia. A tipologia de cidade colonial, nos dias de hoje, encontra- se degradada e ao abandono, com o crescimento da população deixa de conseguir responder à necessidade de habitações, e com isto, origina-se uma segunda tipologia de cidade, a pós-colonial, desorganizada e sem acesso a infraestruturas básicas. Tendo em conta este quadro, pretende-se realizar uma proposta que responda às necessidades e carências da cidade atual, sempre com a perspetiva do seu crescimento constante. Deste modo, o projeto constitui- se numa proposta de intervenção, um plano urbano para toda a cidade. Apesar do abundante Turismo Científico presente na ilha, a inexistência de equipamentos de apoio à investigação surge como uma das necessidades para o crescimento desta área e, por sua vez, da economia interna da ilha. A proposta desenvolvida teve em consideração não só os edifícios de referência para a população, mas também a necessidade de, a partir de recursos naturais da ilha, reinventar a arquitetura vernacular, segundo os costumes da população, procurando integrá-los no desenho das novas estruturas e no ambiente tropical em que se insere. Na verdade, a Ilha do Príncipe, sendo o primeiro território a ser reconhecido, pela UNESCO, como Património Mundial da Biodiversidade, apresenta uma elevada responsabilidade na preservação e conservação de todo o território. O Centro de Conservação da Biodiversidade proposto, em concordância com a proposta de um parque urbano, é apresentado como uma solução que expande e conecta o Obô e a cidade. Este equipamento pretende proporcionar melhores condições à investigação e, por sua vez, à integração e participação da comunidade nesta causa. Resultará no crescimento do turismo científico, que, por sua vez, vai contribuir com as suas vantagens económicas inerentes, bem como para o aumento do conhecimento da população local sobre o tema da conservação.