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Genotype-phenotype associations in patients with hypertrophic cardiomyopathy and mutations in the troponin T gene
| Summary: | Introdução: A miocardiopatia hipertrófica (MH) é a doença hereditária cardíaca mais comum e é causada por mutações nos genes que codificam proteínas associadas ao sarcómero cardíaco. As mutações no gene que codifica a Troponina T (TNNT2) associamse a MH em cerca de 5% dos casos e estão descritas como cursando com elevado risco de morte súbita (MSC) embora expressando-se com hipertrofia de grau ligeiro. No entanto, a informação publicada é insuficiente e, por vezes, contraditória. Objetivo: Caracterizar o perfil clínico e estabelecer associações genótipo-fenótipo numa população de doentes com MH e mutações no TNNT2 seguidos em Centro de referência. Métodos: Estudo observacional longitudinal retrospetivo de doentes com MH e mutações no gene TNNT2, os quais foram caracterizados clinicamente e através de exames complementares de diagnóstico (ECG e ecocardiograma), no diagnóstico e durante um período de seguimento (Fup) de 13(8-19) anos. Procurámos descrever associações genótipo-fenótipo na doença. Resultados: Foram identificadas 4 mutações diferentes no gene TNNT2 em 11 famílias não relacionadas (prevalência de 9.8% de mutações no gene TNNT2 na nossa casuística); 62 indivíduos foram estudados geneticamente e 28 tinham a mutação (24 dos quais tinham também fenótipo). A penetrância das 4 mutações foi de 85.7%. A variante p.Trp287ter, identificada em 6 famílias, teve penetrância de 91.7%. A evolução clínica foi benigna em 71% dos doentes; em 29% ocorreram complicações (necessidade de miectomia cirúrgica, implantação de devices e/ou evolução para fase de “burnout”). No Fup, nos doentes com MH (todas as mutações) verificou-se progressão para dilatação da aurícula esquerda e maior hipertrofia ventricular. O número de fatores de risco para MSC foi pequeno (quer na admissão, quer no final do Fup) e não ocorreram mortes relacionadas com MH durante o Fup. Conclusões: Os doentes com estas mutações no gene TNNT2 apresentaram-se com um fenótipo incompleto e tardio. O grau de hipertrofia ventricular é muito variável. Apesar do prognóstico adverso descrito na literatura associado a mutações neste gene, a evolução clínica observada para estas 4 mutações foi maioritariamente benigna. |
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| Main Authors: | Morgado, Sofia Videira Begonha Sequeira |
| Subject: | Miocardiopatia hipertrófica Gene TNNT2 Troponina T Correlações genótipo-fenótipo Cardiologia |
| Year: | 2021 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | restricted access |
| Associated institution: | Universidade de Lisboa |
| Language: | English |
| Origin: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Summary: | Introdução: A miocardiopatia hipertrófica (MH) é a doença hereditária cardíaca mais comum e é causada por mutações nos genes que codificam proteínas associadas ao sarcómero cardíaco. As mutações no gene que codifica a Troponina T (TNNT2) associamse a MH em cerca de 5% dos casos e estão descritas como cursando com elevado risco de morte súbita (MSC) embora expressando-se com hipertrofia de grau ligeiro. No entanto, a informação publicada é insuficiente e, por vezes, contraditória. Objetivo: Caracterizar o perfil clínico e estabelecer associações genótipo-fenótipo numa população de doentes com MH e mutações no TNNT2 seguidos em Centro de referência. Métodos: Estudo observacional longitudinal retrospetivo de doentes com MH e mutações no gene TNNT2, os quais foram caracterizados clinicamente e através de exames complementares de diagnóstico (ECG e ecocardiograma), no diagnóstico e durante um período de seguimento (Fup) de 13(8-19) anos. Procurámos descrever associações genótipo-fenótipo na doença. Resultados: Foram identificadas 4 mutações diferentes no gene TNNT2 em 11 famílias não relacionadas (prevalência de 9.8% de mutações no gene TNNT2 na nossa casuística); 62 indivíduos foram estudados geneticamente e 28 tinham a mutação (24 dos quais tinham também fenótipo). A penetrância das 4 mutações foi de 85.7%. A variante p.Trp287ter, identificada em 6 famílias, teve penetrância de 91.7%. A evolução clínica foi benigna em 71% dos doentes; em 29% ocorreram complicações (necessidade de miectomia cirúrgica, implantação de devices e/ou evolução para fase de “burnout”). No Fup, nos doentes com MH (todas as mutações) verificou-se progressão para dilatação da aurícula esquerda e maior hipertrofia ventricular. O número de fatores de risco para MSC foi pequeno (quer na admissão, quer no final do Fup) e não ocorreram mortes relacionadas com MH durante o Fup. Conclusões: Os doentes com estas mutações no gene TNNT2 apresentaram-se com um fenótipo incompleto e tardio. O grau de hipertrofia ventricular é muito variável. Apesar do prognóstico adverso descrito na literatura associado a mutações neste gene, a evolução clínica observada para estas 4 mutações foi maioritariamente benigna. |
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