Publicação
O aqueduto das águas livres como elemento dinamizador e regenerador do eixo Lisboa-Sintra
| Resumo: | O Aqueduto das Águas Livres construído no século XVIII com a finalidade de abastecer a cidade de Lisboa em água potável é uma obra notável de engenharia hidráulica e arquitectónica, que dada a sua grandiosidade e o seu valor patrimonial foi classificado como monumento nacional. Não obstante este facto, tem vindo ao longo dos anos a ser menosprezado como património de indiscutível valor histórico e cultural que é, especialmente depois de ter deixado de transportar as suas águas até à cidade de Lisboa, em meados do século passado. Neste trabalho pretende-se não só requalificar este majestoso equipamento de extensão notável que percorre cinco municípios, como também revalorizá-lo, podendo servir para coser territórios desconexos devido à sua qualidade de elemento agregador. O seu valor histórico poderia também congregar e realçar todo o património cultural da região que atravessa. Dada a sua intrínseca ligação com a estrutura hidrológica, ecológica e morfológica da cidade, assume-se que a recuperação do Aqueduto poderia levar à sua reintegração na cidade. A nível urbanístico, admitindo esta infraestrutura como paisagem, pretende-se que sirva como charneira para organizar tecidos urbanos. Tendo em vista os objectivos acima delineados, procedeu-se em primeiro lugar a uma análise histórica, cultural e arquitectónica do Aqueduto e da sua relação com a evolução da cidade e das suas infraestruturas. Interpretou-se depois o território atravessado por este equipamento público, visando a identificação dos seus riscos e das suas debilidades, mas igualmente das suas valências e oportunidades. De seguida, estabeleceram-se pontes entre o conhecimento da paisagem e os corredores verdes, procurando respostas para a criação de um novo espaço livre que potencie e divulgue o património cultural existente. O trabalho proposto resultou na elaboração de uma estratégia territorial que permite dinamizar as áreas atravessadas pelo Aqueduto. Inferiu-se que a construção de um sistema de parques híbrido, conectado por um novo Corredor Verde, prolongando o existente, de Lisboa até à Amadora, aliado a uma estratégia de mobilidade suave com uma nova rede de pontos notáveis de interesse cultural, irá articular tecidos urbanos actualmente fragilizados e desconexos, reforçando assim a ligação entre a cidade e os territórios periurbanos e rurais. Este corredor seguirá o trajecto do Aqueduto até à sua intersecção com a ribeira de Carenque, e, através da criação de um Parque Linear ao longo deste curso de água, requalificará a nível ambiental o vale que atravessa e fomentará a preservação e divulgação do património cultural do Aqueduto até ao local da sua génese na Mãe de Água Velha. |
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| Autores principais: | Benali, Karim Daniel Cunha Ait |
| Assunto: | Aqueduto das Águas Livres Corredor verde Intermodalidade e espaço público Património cultural e paisagístico Rotas Sistemas de parque |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O Aqueduto das Águas Livres construído no século XVIII com a finalidade de abastecer a cidade de Lisboa em água potável é uma obra notável de engenharia hidráulica e arquitectónica, que dada a sua grandiosidade e o seu valor patrimonial foi classificado como monumento nacional. Não obstante este facto, tem vindo ao longo dos anos a ser menosprezado como património de indiscutível valor histórico e cultural que é, especialmente depois de ter deixado de transportar as suas águas até à cidade de Lisboa, em meados do século passado. Neste trabalho pretende-se não só requalificar este majestoso equipamento de extensão notável que percorre cinco municípios, como também revalorizá-lo, podendo servir para coser territórios desconexos devido à sua qualidade de elemento agregador. O seu valor histórico poderia também congregar e realçar todo o património cultural da região que atravessa. Dada a sua intrínseca ligação com a estrutura hidrológica, ecológica e morfológica da cidade, assume-se que a recuperação do Aqueduto poderia levar à sua reintegração na cidade. A nível urbanístico, admitindo esta infraestrutura como paisagem, pretende-se que sirva como charneira para organizar tecidos urbanos. Tendo em vista os objectivos acima delineados, procedeu-se em primeiro lugar a uma análise histórica, cultural e arquitectónica do Aqueduto e da sua relação com a evolução da cidade e das suas infraestruturas. Interpretou-se depois o território atravessado por este equipamento público, visando a identificação dos seus riscos e das suas debilidades, mas igualmente das suas valências e oportunidades. De seguida, estabeleceram-se pontes entre o conhecimento da paisagem e os corredores verdes, procurando respostas para a criação de um novo espaço livre que potencie e divulgue o património cultural existente. O trabalho proposto resultou na elaboração de uma estratégia territorial que permite dinamizar as áreas atravessadas pelo Aqueduto. Inferiu-se que a construção de um sistema de parques híbrido, conectado por um novo Corredor Verde, prolongando o existente, de Lisboa até à Amadora, aliado a uma estratégia de mobilidade suave com uma nova rede de pontos notáveis de interesse cultural, irá articular tecidos urbanos actualmente fragilizados e desconexos, reforçando assim a ligação entre a cidade e os territórios periurbanos e rurais. Este corredor seguirá o trajecto do Aqueduto até à sua intersecção com a ribeira de Carenque, e, através da criação de um Parque Linear ao longo deste curso de água, requalificará a nível ambiental o vale que atravessa e fomentará a preservação e divulgação do património cultural do Aqueduto até ao local da sua génese na Mãe de Água Velha. |
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