Publicação
Alimentos funcionais com microalgas: nova fonte de pigmentos, antioxidantes e ácidos gordos ómega 3
| Resumo: | As microalgas são uma potencial fonte para a obtenção de variados compostos biologicamente activos (carotenóides, ácidos gordos, vitaminas e polissacáridos), com uma eficácia superior à verificada pelas tradicionais culturas vegetais terrestres. São por isso consideradas ingredientes funcionais, o que conduziu ao recente aumento do seu interesse comercial. A produção de microalgas compreende conhecimentos e competências multidisciplinares como: biotecnologia e aspectos nutricionais. Sendo esta última área um campo de pesquisa emergente, pois possibilita a avaliação da biodisponibilidade de diversos compostos. A importância terapêutica dos ácidos gordos polinsaturados n-3 (PUFA n-3) em particular o ácido eicosapentaenóico (EPA; 20:5n-3) e o ácido docosahexaenóico (DHA; 22:6n- 3) é bem conhecida. Actualmente, a maior fonte de EPA e DHA é obtida pelo pescado. Contudo, as microalgas marinhas sintetizam PUFA n-3 em elevadas quantidades, o que as torna atractivas do ponto de vista nutricional. Concomitantemente, a síntese de carotenóides pela maioria das microalgas é uma alternativa viável como suplemento dietético. O trabalho desenvolvido visa avaliar as potencialidades de novos ingredientes funcionais na dieta humana: microalga Diacronema vlkianum, como fonte de ómega-3, e Chlorella vulgaris na sua variante laranja, como fonte de pigmentos antioxidantes. O estudo foi desenvolvido em modelos animais (ratinhos Wistar), e compreendeu a avaliação da bioincorporação de ácidos gordos e carotenóides após a suplementação respectiva com Diacronema vlkianum (2 meses) e Chlorella vulgaris (1 mês). A determinação de ácidos gordos foi feita com recurso à Cromatografia Gás-Líquido com detector de Ionização de Chama (GC – FID). Já, a aferição de carotenóides foi executada através da Cromatografia Líquida de Alta Pressão (HPLC). A suplementação com Diacronema vlkianum revelou ter um impacto na mudança da composição de EPA, DPA e da razão Ʃn-3/Ʃn-6 nos tecidos analisados, indicando assim ser uma boa fonte de ómega-3. A análise da incorporação de carotenóides nos tecidos após suplementação com Chlorella vulgaris não permitiu a obtenção de resultados conclusivos, o que pressupõe uma nova abordagem metodológica no futuro. |
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| Autores principais: | Duarte, Diana Rita da Silva, 1986- |
| Assunto: | Algas Microalgas Ácidos gordos Antioxidantes Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As microalgas são uma potencial fonte para a obtenção de variados compostos biologicamente activos (carotenóides, ácidos gordos, vitaminas e polissacáridos), com uma eficácia superior à verificada pelas tradicionais culturas vegetais terrestres. São por isso consideradas ingredientes funcionais, o que conduziu ao recente aumento do seu interesse comercial. A produção de microalgas compreende conhecimentos e competências multidisciplinares como: biotecnologia e aspectos nutricionais. Sendo esta última área um campo de pesquisa emergente, pois possibilita a avaliação da biodisponibilidade de diversos compostos. A importância terapêutica dos ácidos gordos polinsaturados n-3 (PUFA n-3) em particular o ácido eicosapentaenóico (EPA; 20:5n-3) e o ácido docosahexaenóico (DHA; 22:6n- 3) é bem conhecida. Actualmente, a maior fonte de EPA e DHA é obtida pelo pescado. Contudo, as microalgas marinhas sintetizam PUFA n-3 em elevadas quantidades, o que as torna atractivas do ponto de vista nutricional. Concomitantemente, a síntese de carotenóides pela maioria das microalgas é uma alternativa viável como suplemento dietético. O trabalho desenvolvido visa avaliar as potencialidades de novos ingredientes funcionais na dieta humana: microalga Diacronema vlkianum, como fonte de ómega-3, e Chlorella vulgaris na sua variante laranja, como fonte de pigmentos antioxidantes. O estudo foi desenvolvido em modelos animais (ratinhos Wistar), e compreendeu a avaliação da bioincorporação de ácidos gordos e carotenóides após a suplementação respectiva com Diacronema vlkianum (2 meses) e Chlorella vulgaris (1 mês). A determinação de ácidos gordos foi feita com recurso à Cromatografia Gás-Líquido com detector de Ionização de Chama (GC – FID). Já, a aferição de carotenóides foi executada através da Cromatografia Líquida de Alta Pressão (HPLC). A suplementação com Diacronema vlkianum revelou ter um impacto na mudança da composição de EPA, DPA e da razão Ʃn-3/Ʃn-6 nos tecidos analisados, indicando assim ser uma boa fonte de ómega-3. A análise da incorporação de carotenóides nos tecidos após suplementação com Chlorella vulgaris não permitiu a obtenção de resultados conclusivos, o que pressupõe uma nova abordagem metodológica no futuro. |
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