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Efeitos da terapêutica com células estaminais mesenquimatosas derivadas da medula óssea na expressão da citocina pró-fibrótica tgf-β1 no endométrio de éguas com endometrose
| Summary: | A endometrose equina é uma doença crónica, progressiva e degenerativa responsável por alterações glandulares e pela presença de fibrose no endométrio. É uma das principais causas de infertilidade em éguas e atualmente não há nenhum tratamento eficaz. A citocina Transforming Growth Factor β1 (TGF-β1) é responsável por diversas funções em vários tipos de células, incluindo o controlo do crescimento, proliferação e diferenciação celular e apoptose. Quando a homeostase do tecido é perturbada, o TGF-β1 aumenta o recrutamento, a proliferação e a diferenciação de fibroblastos em miofibroblastos e a produção de componentes da matriz extracelular levando à fibrose, o que o torna um dos principais indutores de fibrose nos tecidos. Novas terapêuticas estão a ser investigadas e a terapêutica celular é considerada uma das melhores candidatas para a resolução da fibrose. As células estaminais mesenquimatosas (MSCs) libertam várias moléculas bioativas, algumas das quais modulam a resposta inflamatória enquanto outras contribuem para a regeneração e remodelação de um tecido lesionado. Os seus efeitos imunomoduladores e a sua capacidade de agir sobre fatores pró-fibróticos, como a via do TGF-β1, já foram destacados em estudos pré-clínicos e clínicos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a expressão do TGF-β1 e dos seus recetores após a infusão de células estaminais mesenquimatosas autólogas derivadas da medula óssea (BM-MSCs) no endométrio de 7 éguas com endometrose. Foram injetadas 8x106 células em cada égua e recolhidas biópsias uterinas antes do tratamento (D0) e trinta dias (D30) e sessenta dias (D60) após o tratamento. A análise da expressão do TGF-β1 e dos seus recetores foi avaliada por imunohistoquímica. Seria de esperar uma diminuição da expressão do TGF-β1 trinta (D30) e sessenta (D60) dias após o transplante de células estaminais mesenquimatosas derivadas da medula óssea no endométrio. A imunomarcação do TGF-β1 e do TGFβRI apresentou um padrão semelhante, verificando-se em todas as éguas, principalmente no citoplasma do epitélio glandular e no endotélio. A imunomarcação do TGFβRII verificou-se principalmente nas células do estroma. Foi possível observar uma maior intensidade de marcação do TGF-β1 e do TGFβRI no citoplasma do epitélio glandular de glândulas dilatadas ou em focos fibróticos. Verificou-se uma diminuição da intensidade da marcação do TGF-β1 e do TGFβRI em D30 e D60 mas não em todas as éguas. A expressão do TGFβRII não sofreu alterações após o tratamento com BM-MSCs. Neste trabalho não foi possível detetar um efeito claro das BM-MSCs autólogas transplantadas no endométrio de éguas com endometrose na expressão da citocina pró-fibrótica TGF-β1 e dos seus recetores. |
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| Main Authors: | Cardoso, Ana Catarina Jorge |
| Subject: | TGF-β1 Células estaminais mesenquimatosas Endometrose equina Imunohistoquímica Mesenchymal stem cells Equine endometrosis Imunohistochemestry |
| Year: | 2015 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Lisboa |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Summary: | A endometrose equina é uma doença crónica, progressiva e degenerativa responsável por alterações glandulares e pela presença de fibrose no endométrio. É uma das principais causas de infertilidade em éguas e atualmente não há nenhum tratamento eficaz. A citocina Transforming Growth Factor β1 (TGF-β1) é responsável por diversas funções em vários tipos de células, incluindo o controlo do crescimento, proliferação e diferenciação celular e apoptose. Quando a homeostase do tecido é perturbada, o TGF-β1 aumenta o recrutamento, a proliferação e a diferenciação de fibroblastos em miofibroblastos e a produção de componentes da matriz extracelular levando à fibrose, o que o torna um dos principais indutores de fibrose nos tecidos. Novas terapêuticas estão a ser investigadas e a terapêutica celular é considerada uma das melhores candidatas para a resolução da fibrose. As células estaminais mesenquimatosas (MSCs) libertam várias moléculas bioativas, algumas das quais modulam a resposta inflamatória enquanto outras contribuem para a regeneração e remodelação de um tecido lesionado. Os seus efeitos imunomoduladores e a sua capacidade de agir sobre fatores pró-fibróticos, como a via do TGF-β1, já foram destacados em estudos pré-clínicos e clínicos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a expressão do TGF-β1 e dos seus recetores após a infusão de células estaminais mesenquimatosas autólogas derivadas da medula óssea (BM-MSCs) no endométrio de 7 éguas com endometrose. Foram injetadas 8x106 células em cada égua e recolhidas biópsias uterinas antes do tratamento (D0) e trinta dias (D30) e sessenta dias (D60) após o tratamento. A análise da expressão do TGF-β1 e dos seus recetores foi avaliada por imunohistoquímica. Seria de esperar uma diminuição da expressão do TGF-β1 trinta (D30) e sessenta (D60) dias após o transplante de células estaminais mesenquimatosas derivadas da medula óssea no endométrio. A imunomarcação do TGF-β1 e do TGFβRI apresentou um padrão semelhante, verificando-se em todas as éguas, principalmente no citoplasma do epitélio glandular e no endotélio. A imunomarcação do TGFβRII verificou-se principalmente nas células do estroma. Foi possível observar uma maior intensidade de marcação do TGF-β1 e do TGFβRI no citoplasma do epitélio glandular de glândulas dilatadas ou em focos fibróticos. Verificou-se uma diminuição da intensidade da marcação do TGF-β1 e do TGFβRI em D30 e D60 mas não em todas as éguas. A expressão do TGFβRII não sofreu alterações após o tratamento com BM-MSCs. Neste trabalho não foi possível detetar um efeito claro das BM-MSCs autólogas transplantadas no endométrio de éguas com endometrose na expressão da citocina pró-fibrótica TGF-β1 e dos seus recetores. |
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